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Ensino

Festival de tunas volta à Figueira da Foz mesmo sem existir ensino superior

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O Festival Internacional de Tunas Universitárias da Figueira da Foz (FITUFF) regressa sábado, depois de dois anos de interregno causados pela pandemia de covid-19, a uma cidade que não tem ensino superior há mais de uma década.

Na 17ª edição do FITUFF, hoje apresentada e promovida pela Bruna – Tuna Universitária da Figueira da Foz, estarão, a concurso, a Estudantina Universitária dos Açores, Tuna Universitária de Aveiro, Luz&Tuna da Universidade Lusíada de Lisboa e a Tuna de Empresariales de Jerez de la Frontera (Espanha). Extraconcurso atua a Tuna Feminina da Universidade de Salamanca, igualmente de Espanha, num total de cerca de 300 jovens participantes.

O festival, que se realiza anualmente na Figueira da Foz e apenas foi interrompido pela pandemia de covid-19, “é já, reconhecidamente, um marco cultural da cidade, da região e de todo o meio académico”, sustenta a Bruna, numa nota enviada à agência Lusa.

Embora o município litoral do distrito de Coimbra – que chegou a ter polos das universidades Católica e Internacional – presentemente não possua ensino superior universitário, tem na Bruna, há 29 anos (desde 1993, ano em que foi fundada) “um bastião resiliente, cheio de vitalidade e energia de perpetuar o espírito académico na Figueira da Foz”, acrescenta o comunicado.

O espetáculo principal do festival realiza-se na noite de sábado, a partir das 21:30, no Casino Figueira, com bilhetes a cinco euros, mas antes, durante a tarde, com início marcado para as 16:00, a novidade passa pela realização de uma serenata, de acesso gratuito, no novo coreto do renovado Jardim Municipal, na baixa da cidade.

“Desta vez fizemos a opção de fazer a serenata no coreto, para, de alguma maneira, ser uma serenata um bocadinho mais formal e estar no programa para permitir o máximo de afluência possível, quer de figueirenses, que de pessoas que estejam a visitar a Figueira neste fim de semana prolongado”, disse à agência Lusa Paulo Santarém, responsável da Bruna.

Paulo Santarém destacou, por outro lado, a “emoção” com que a Tuna Universitária da Figueira da Foz regressa “ao Casino e ao festival, depois destes dois anos de paragem”, referindo que com a pandemia de covid-19 existiram “rotinas que foram quebradas”.

“Felizmente, conseguimos retomar de uma forma natural, o que permite que continue a haver tuna e continue a haver festival, que é o mais importante. E ir para uma sala de espetáculos, novamente com público, ainda que haja alguns resquícios da covid-19 porque ainda se mantém o uso de máscaras [de proteção], dá este sinal de continuidade e de regresso à normalidade”, frisou o responsável da Tuna Universitária da Figueira da Foz.

Questionado sobre a manutenção da tuna ao longo destes 29 anos, Paulo Santarém sublinhou que tal se deve à “perseverança e resiliência do grupo, enquanto grupo de amigos, e à vontade de manter viva a chama e a tradição” académica.

“Apesar da Figueira da Foz já não ter ou ainda não ter Universidade [numa alusão ao possível regresso do ensino superior, uma intenção que a Câmara Municipal quer concretizar com a Universidade de Coimbra], achamos que faz todo o sentido que a tuna se mantenha. E que até permita que jovens que sejam da Figueira, mesmo que estejam a estudar fora, possam integrar este projeto”, sustentou.

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