Festival AR leva espetáculos a crianças da região de Coimbra

Notícias de Coimbra | 6 anos atrás em 03-01-2018

O festival de artes performativas AR tem início no próximo sábado e estende-se até abril, promovendo espetáculos para o público infantojuvenil em sete concelhos do distrito de Coimbra, tendo o universo do livro e da leitura como tema central.

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livro

O festival, organizado pela companhia de teatro de Coimbra O Teatrão, vai também dinamizar várias oficinas para pais, professores e bibliotecários, com os espetáculos a decorrerem sempre aos fins de semana nos municípios de Cantanhede, Condeixa-a-Nova, Coimbra, Figueira da Foz, Mira, Soure e Tábua.

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As propostas de espetáculos estão centradas “no universo do livro e da leitura”, bem como na memória transmitida a partir dos livros e das cartas, num momento em que os adolescentes se mostram “muito retraídos em relação ao livro”, sublinhou a diretora do Teatrão, Isabel Craveiro, na conferência de imprensa de apresentação do evento, que decorreu na Oficina Municipal do Teatro (OMT).

O AR tem um leque de cinco espetáculos pensados para os vários públicos (do infantário ao secundário) e também para as diferentes características e espaços culturais de cada um dos concelhos, disse a diretora do Teatrão.

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De acordo com Isabel Craveiro, o festival acaba por assumir “características únicas”, afirmando-se como um evento que pretende também contribuir para “a formação de públicos jovens”.

Cada um dos concelhos vai receber dois espetáculos, procurando também com esta opção incentivar à circulação de públicos entre os diferentes municípios do distrito de Coimbra, sublinhou a responsável.

Em circulação, vão estar dois espetáculos do Teatrão, “Sophia” e “terratorga” – em torno dos universos de Sophia de Mello Breyner Andersen e Miguel Torga, respetivamente -, e “Asas de Papel”, de Ainhoa Vidal, que trabalha o livro como espaço cenográfico.

Também vão ser apresentados “Corpo-Mapa-Livro”, peça de Marina Nabais e Joana Pupo “que desarruma a biblioteca” e “Baleizão, o valor da memória”, um espetáculo de Aldara Bizarro e Miguel Horta que se debruça sobre as cartas que os dois trocavam nas suas infâncias, vividas em países diferentes, Portugal e Angola.

Todos os espetáculos são de entrada livre, sendo que as reservas podem ser feitas junto dos municípios ou através do Teatrão.

Para o futuro, Isabel Craveiro pretende que “mais municípios” possam integrar o festival, que pretende ser “uma marca” na região, durante o inverno (o evento era para arrancar em novembro, mas os incêndios e as eleições motivaram um adiamento do seu início).

O festival vai passar tanto por espaços culturais, como a OMT, em Coimbra, o Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz e o Centro Cultural de Tábua, como por bibliotecas municipais.

O AR contou com um financiamento pontual da Direção-Geral das Artes de 30 mil euros, sendo que as autarquias suportam questões logísticas associadas à apresentação dos espetáculos, referiu Isabel Craveiro durante a conferência de imprensa, na qual também participaram vereadores de seis dos sete municípios envolvidos no projeto.

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