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Festa da Sardinha da Figueira da Foz foi cancelada

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A 33.ª edição da Festa da Sardinha, prevista para decorrer durante quatro dias, no início de junho, na Figueira da Foz, litoral do distrito de Coimbra, foi cancelada devido à pandemia da covid-19, anunciou hoje a organização.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Associação Recreativa Malta do Viso, promotora da Festa da Sardinha, agendada para os dias 03, 04, 05 e 06 de junho, expressa “grande tristeza” pelo cancelamento, justificando-o com a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

No entanto, no comunicado assinado pelo presidente da direção, Carlos Batista, a associação promotora frisa que está a “equacionar a possibilidade” de a edição 2020 da Festa da Sardinha ainda se poder realizar este ano, em nova data a determinar: “Tudo dependerá das condições sanitárias, sociais e dos apoios logísticos e financeiros”, observa.

Ouvido pela Lusa sobre a possibilidade do adiamento, Carlos Batista lembrou que, apesar da Festa da Sardinha estar habitualmente incluída na programação das Festas da Cidade da Figueira da Foz – que tem o seu ponto alto no feriado de São João, a 24 de junho – “pode mudar de data e acontecer em setembro e o São João não”.

“Está integrada nas Festas da Cidade, mas tem vida própria. Se houver essa hipótese, cá estaremos”, assegurou Carlos Batista.

De acordo com o dirigente da Malta do Viso – associação que vai buscar o nome a uma zona da cidade onde se situa a praça de touros (Coliseu Figueirense), palco do evento – a Festa recebe anualmente cerca de cinco mil pessoas e consome duas toneladas de sardinha (adquirida a um fornecedor a preços entre os nove mil a dez mil euros), três a quatro mil garrafas “pequenas” de vinho, mil litros de caldo verde e mil quilos de broa.

Na nota que anuncia o cancelamento em junho e equaciona uma eventual nova data, a organização manifesta a convicção de que “tudo isto [a pandemia de covid-19] vai passar” e o evento “dar uma ajuda à economia e ao turismo” da Figueira da Foz.

“Brevemente vamos todos voltar à vida normal, para desfrutarmos da nossa liberdade e direitos sem restrições”, referem os promotores, lembrando ainda que “ano após ano” são ‘pressionados’ por centenas de pessoas para não deixarem “morrer a festa” e “manterem viva uma tradição de 33 anos”.

“Podem contar com o voluntariado da Malta do Viso, não só para a Festa da Sardinha, mas também, para, na atual conjuntura, ajudar a minimizar dificuldades de pessoas mais carenciadas”, adianta o comunicado.

Carlos Batista disse ainda ter dado conhecimento prévio da decisão de cancelar em junho a Festa da Sardinha ao presidente da Câmara da Figueira da Foz, entidade que está a avaliar as condições de realização das Festas da Cidade, que não deverão contar, este ano, com o habitual recinto de tasquinhas da Feira das Freguesias ou o desfile de marchas populares.

Contactada pela Lusa, fonte do gabinete de imprensa da autarquia disse, por seu turno, que uma decisão sobre as Festas da Cidade será tornada pública no início de maio.

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