Saúde

Fertilização in vitro não traz problemas graves mas nem tudo é perfeito

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 12-03-2026

Imagem: depositphotos.com

Um estudo amplo e recente publicado na revista JAMA Network Open descobriu que mulheres que passaram por tratamentos de fertilidade, incluindo fertilização in vitro (FIV), não apresentam uma taxa global de cancro mais elevada do que mulheres de idades semelhantes na população geral.

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A investigação, liderada por cientistas da University of New South Wales (Austrália), analisou mais de 417 000 mulheres que fizeram tratamentos de fertilidade entre 1991 e 2018, seguindo‑as em média por cerca de uma década.

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No total, as mulheres que fizeram tratamentos como FIV apresentaram uma incidência de cancro muito semelhante à esperada na população geral de mulheres da mesma idade.

Alguns tipos — como cancro do útero, cancro dos ovários e melanoma (um tipo de cancro da pele) — surgiram mais frequentemente em mulheres que receberam tratamentos de fertilidade. Por outro lado, cancros como cervical e do pulmão ocorreram com menor frequência neste grupo.

Mesmo nos tipos de cancro mais comuns entre quem passou por tratamentos de fertilidade, o número extra de casos por ano foi baixo quando expresso por cada 100 000 mulheres.

Os investigadores sublinham que estes resultados são tranquilizadores no geral, pois não demonstram um risco global mais elevado de cancro associado à FIV. No entanto, o estudo também salienta que a análise não pode provar causalidade, ou seja, não demonstra que a FIV cause ou previna cancro. Mas há diferentes fatores como causas subjacentes de infertilidade, características demográficas ou estilos de vida — podem influenciar os resultados observados.

O acompanhamento das mulheres foi feito apenas durante cerca de dez anos em média; riscos a longo prazo ao longo de décadas podem ser diferentes e ainda não estão totalmente esclarecidos.

Os especialistas envolvidos recomendam que mulheres que consideram tratamentos de fertilidade consultem os seus médicos para discutir qualquer questão sobre riscos de cancro. Quem já fez ou está a fazer tratamentos de fertilidade continuem a participar nos programas de rastreio de cancro adequados à sua idade e historial clínico.

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