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Fernando Gonçalves vai comandar Bombeiros de Arganil

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Fernando Gonçalves, ex-comandante dos Bombeiros Voluntários de Góis, vai comandar a corporação de Arganil a partir da próxima semana, apurou o Notícias de Coimbra. 

Fernando Gonçalves tinha deixado a corporação de Góis, em diferendo com o corpo ativo, em junho, depois de, em forma de protesto, 15 elementos terem colocado os capacetes à porta do quartel. Na altura, o comandante solicitou a passagem ao quadro de honra dos Bombeiros Voluntários. Já a corporação de Arganil viu o comandante Nuno Costa demitir-se, em julho, por ter sido apanhado a conduzir uma ambulância com uma taxa de álcool de 1,6 g/l.

Os bombeiros de Arganil já foram informados que o novo comandante entrará em funções a 11 de agosto. Ainda antes disso, será feita uma reunião para explicar as razões desta decisão bem como de “todas as circunstâncias adversas e verdadeiramente anómalas ocorridas nos últimos tempos”, lê-se num comunicado assinado pelo presidente da direção da Associação Humanitária, Pedro Pereira Alves, a que o NDC teve acesso. 

Fernando Gonçalves é funcionário da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, e é apresentado aos elementos do corpo de bombeiros como alguém que “possui uma larga experiência em funções de comando e formação”, sendo “conhecedor do concelho, da casa e de muitos dos diretores e bombeiros”. Recorde-se que o comandante já liderou os Bombeiros Voluntários de Condeixa. Ao NDC, Gonçalves confirmou a nomeação, no entanto remeteu considerações para mais tarde já que se encontra no estrangeiro e ainda não esteve com o corpo ativo. 

Após a saída de Nuno Costa, foi o segundo comandante, Nuno Teixeira, que assumiu as suas funções. Entretanto a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arganil indigitou os chefes Nuno Castanheira e António Pinto para ocuparem os cargos de comando. Contudo, estes “ainda não tinham feito os testes de aptidão e a formação adequada” para exerceram as funções, lê-se no comunicado, o que levou a uma situação de impasse. A referida formação contempla cinco módulos e dura cerca de meio ano. O NDC tentou contactar Pedro Alves sobre este assunto, mas não obteve resposta até à data. 

No documento em causa, é referido que a decisão de escolher Fernando Gonçalves para comandante surgiu na sequência de uma reunião com o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS), Carlos Luís Tavares, e o segundo CODIS, Nuno Seixas, informando ainda que os comandantes entretanto indigitados “concordaram com a necessidade de se tentar, de imediato, convidar um comandante experiente que estivesse em condições de assumir funções neste período crítico de incêndios e numa zona de grave risco, em virtude do atual comandante não poder, por razões pessoais, continuar a sua espinhosa missão”.

Contactado, Carlos Luís Tavares confirmou que se reuniu com a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Arganil tendo solicitado que Nuno Teixeira se mantivesse em funções até que os outros dois elementos completassem a formação. “Atendendo a que o comandante não estaria disponível para continuar, o presidente da direção, que é soberano, entendeu convidar um outro comandante, decisão em relação à qual o CODIS é naturalmente alheio”, disse. 

 

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