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Ensino

Fenprof critica decisão de retomar provas de aferição “inúteis”

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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou hoje o regresso das provas de aferição, suspensas nos últimos dois anos letivos devido à pandemia, argumentando que serão inúteis e que a prioridade deveria ser recuperar aprendizagens.

O Ministério da Educação anunciou na quinta-feira que este ano haverá provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos, que nos últimos dois anos não se realizaram devido à pandemia da covid-19, bem como as provas finais do 9.º ano, que não vão contar para a nota final, servindo apenas para efeitos de aferição.

Os exames do 11.º e 12.º anos mantêm as condições excecionais aplicadas nos dois últimos anos letivos, ou seja, os alunos podem ir a exame só às disciplinas que quiserem melhorar ou utilizar como prova de ingresso no ensino superior.

Em comunicado, a Fenprof saúda a decisão do executivo quanto aos exames do secundário, lamentando que as regras não tenham sido fixadas logo no início do ano letivo, mas criticou o regresso das outras provas.

“Em mais um ano atípico, como o que continuamos a viver, em que o mais importante é recuperar de perdas anteriores e tudo fazer para que não se acumulem novos prejuízos, o que não tem sido fácil, não se compreendem as razões por que o Ministério da Educação e o Governo insistem, sujeitando quase meio milhão de alunos a provas”, sustentam.

O Ministério da Educação reconheceu que a pandemia da covid-19 voltou a impor constrangimentos durante o ano letivo, mas justificou as medidas anunciadas na quinta-feira afirmando que “importa ter informação precisa e sistematizada sobre as consequências no sistema”.

Para a Fenprof, no entanto, as provas de aferição serão inúteis e a federação sindical argumenta que os impactos do ensino a distância nas aprendizagens não foram uniformes, sendo influenciados por diferentes fatores.

“Neste quadro, ninguém melhor do que cada professor pode aferir a situação em cada escola, em cada turma e de cada aluno”, defendem os representantes dos docentes, antecipando que as provas de aferição possam pôr em causa “essa avaliação individualizada e contextualizada”.

“Além disto, trata-se de mais uma sobrecarga de trabalho para os professores chamados a corrigir milhares e milhares de provas, quando importa canalizar o esforço para o trabalho com os alunos, incluindo o de recuperação de défices”, acrescentam.

As provas de aferição para o ensino básico estão marcadas para entre os dias 02 de maio e 20 de junho e as provas finais de ciclo para o 9.º ano estão agendadas para os dias 17, 21 e 23 de junho.

Os exames nacionais para os alunos do ensino secundário decorrem entre 17 de junho e 06 de julho na primeira fase e entre 21 e 27 de julho na segunda fase.

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