O dique que colapsou na sequência da tempestade que atingiu a região de Coimbra já foi alvo de um fecho provisório.
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O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente garantiu que o fecho provisório da estrutura já foi concluído. A intervenção incidiu sobre uma extensão de cerca de 200 metros, precisamente na zona onde o dique colapsou.
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“Era muito importante, acima de tudo, para impedir que o rio volte a inundar os campos agrícolas e permitir que eles vão enxaguando, criando condições para a campanha agrícola”, afirmou, sublinhando a rapidez da resposta. “Está feito isto em tempo recorde, oito dias. Fomos muito rápidos.”
Além da reparação do dique, está agora a ser estudada uma solução provisória para garantir o abastecimento de água à campanha de rega, uma vez que o canal condutor principal também sofreu danos significativos.
A solução em análise passa pela instalação de estruturas modulares em betão, semelhantes a peças de “lego”, que permitam uma montagem rápida e eficaz.
“Estamos agora a pensar e a idealizar uma solução provisória para garantir água para a campanha de rega. O canal condutor geral colapsou também. A ideia é colocar peças retangulares em betão, tipo ‘lego’, que se encaixam de forma rápida”, explicou, acrescentando que o objetivo é assegurar água para os agricultores já em maio, caso as condições meteorológicas o permitam.
“Estamos muito empenhados e vamos dedicar o nosso melhor saber para criar condições para a campanha agrícola, se possível já em maio.”
Durante a visita ao local, foi ainda visível o impacto emocional das cheias na população. Uma agricultora afetada pelos prejuízos mostrou-se particularmente abalada, relatando o nervosismo e a ansiedade vividos desde o episódio.
“Tenho andado muito nervosa por causa disto”, desabafou. Perante a situação, foram deixadas garantias de apoio às pessoas atingidas.
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