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Cicloturismo pede alternativas nas políticas para a mobilidade ciclável

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A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) alertou para a necessidade de encontrar alternativas nas políticas para a área da mobilidade ativa ciclável, dizendo que as metas para a neutralidade carbónica não podem ser negligenciadas.

“No âmbito da campanha para as eleições legislativas que se irão realizar no próximo dia 30 de janeiro de 2022, a exemplo de outros anos, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, vem reunindo com os diversos partidos candidatos ao ato eleitoral, para apresentar as suas considerações e preocupações na área da mobilidade ativa (ciclável e pedonal) e que gostaria de ver presente no próximo programa de Governo”, adianta a FPCUB em comunicado.

De acordo com a entidade, a utilização da bicicleta traz benefícios para o cumprimento da agenda 2030, que não deve ser descurada, estando o seu uso diretamente relacionado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Não podemos negligenciar igualmente as metas traçadas para a neutralidade carbónica para 2050, para o qual o uso de transportes não poluentes pode ser parte da solução, sendo a bicicleta o único modo de transporte com zero emissões de CO2 [Dióxido de carbono], para além da deslocação pedonal”, anota.

Segundo a FPCUB, para que os partidos políticos compreendam a mudança na mobilidade, é “necessário encontrar alternativas nas políticas, partindo do poder central, mas de forma sincronizada com os municípios e também juntas de freguesia”.

“Para que os cidadãos considerem cada vez mais a bicicleta apelativa como meio de transporte principal é necessário que se promova uma infraestrutura integrada. As políticas para a mobilidade pedonal e ciclável estão timidamente a iniciar um caminho que deve ser mais veloz. Apelamos aos decisores políticos para que não dispensem a este tipo de mobilidade nem uma intervenção mais célere de acordo com as mudanças que o planeta nos exige a todos”, aponta.

Considerando as medidas na área da mobilidade atavia e do uso de transportes públicos de “elevada importância”, a FPCUB assinala que é preciso promover o uso da bicicleta, fomentar a criação de parques de estacionamento para bicicletas seguros, incentivar os municípios a implementar sistemas de bicicletas partilhadas e prever apoio financeiro para promoção das redes de bicicletas de uso partilhado, entre outros.

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta pede ainda a inclusão da bicicleta nos conteúdos escolares, apoio aos municípios na aquisição à utilização da bicicleta na escola e redução ou isenção do IVA na compra de bicicletas, bem como na utilização em sistemas partilhados.

Tendo em perspetiva a dotação de 300 milhões de euros previstos pelo Portugal Ciclável 2030 para execução ao longo da década, a FPCUB salienta que também é essencial “impulsionar a aquisição de bicicletas de caráter citadino ou bicicletas de carga através do Fundo Ambiental”.

A entidade aponta para o financiamento de 50% do valor de bicicleta convencional até 150 euros num limite máximo de 1.500.000 euros; o financiamento de 50% do valor de bicicleta elétrica até 350 euros num limite máximo de 1.000.000 euros; e o financiamento de 50% do valor de bicicleta de carga até 700 euros num limite de 500.000 euros.

“As cidades do futuro estão a caminhar para que os seus residentes possam ter à sua disposição formas de aquisição de bens e serviços que se consigam fazer a pé ou de bicicleta, com facilidade, contribuindo assim para uma política urbana pedonal e ciclável”, sustenta.

 

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