Região

Fecho do IC3 cria um “fosso” em Penela: Economia e serviços de emergência severamente afetados

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 16-03-2026

A interdição do IC3 está a gerar enormes dificuldades em Penela, afetando diretamente a mobilidade da população e o funcionamento das empresas locais. Desde o dia 10 de fevereiro, a via está encerrada entre a rotunda junto aos Bombeiros Voluntários e o cruzamento para o Espinheiro, sem previsão de uma solução imediata.

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O Presidente da Câmara Municipal de Penela, Eduardo Nogueira dos Santos, tem alertado para os impactos devastadores desta interdição, que está a dividir o concelho em duas partes, criando um “verdadeiro fosso” entre o norte e o sul da região. Este bloqueio está a dificultar o acesso rápido e seguro às áreas mais afetadas, com reflexos graves na economia local, no transporte de pessoas e até nos serviços de emergência.

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De acordo com o autarca, a interdição do IC3 tem causado uma queda acentuada na atividade comercial de Penela. “Os impactos são claros, com uma quebra na ordem dos 50% em vários estabelecimentos comerciais, como restaurantes e pequenos negócios, que dependem da circulação normal de veículos. A situação está a afetar diretamente o comércio local, que já sente a redução no número de clientes e de viaturas a passar”, afirmou Eduardo Nogueira dos Santos

Um dos casos mais críticos é o da Frijobel, uma das principais empresas empregadoras do concelho, que está a enfrentar custos elevados devido à dificuldade de transporte e aos atrasos nas entregas. O autarca revelou que a empresa está a sofrer impactos diretos e indiretos, com prejuízos diários que podem colocar em risco a sua atividade regular.

Outro problema grave gerado pela interdição do IC3 é a dificuldade de acesso dos Bombeiros de Penela a algumas zonas do concelho. “Os Bombeiros têm de percorrer muitos quilómetros para chegar a locais de emergência, o que atrasa a resposta e coloca em risco a segurança das pessoas. Em situações extremas, têm de ser substituídos por corporações de outros concelhos, o que torna todo o processo mais complexo e demorado”, explicou o Presidente da Câmara.

A situação do IC3 também está a sobrecarregar as vias municipais, que têm sido usadas como alternativas pelo aumento do tráfego. O aumento da circulação de veículos nas estradas locais tem causado danos significativos, com algumas vias a apresentarem estragos graves. A autarquia já investiu mais de meio milhão de euros na recuperação destas estradas, mas o presidente sublinha que esta solução não é sustentável a longo prazo sem a intervenção das autoridades responsáveis.

Apesar das garantias de que a IP está a realizar estudos e análises à situação, a falta de uma solução concreta para o IC3 está a gerar frustração na autarquia e na população local.

“Estamos à procura de mais alternativas, como uma via paralela ao IC3, para dar resposta às necessidades de mobilidade. Não podemos continuar a viver com esta incerteza, que está a prejudicar a nossa comunidade de forma irreversível”, afirmou Eduardo Nogueira dos Santos.

Com o objetivo de dar maior visibilidade ao problema e pressionar as autoridades responsáveis, o Presidente da Câmara enviou hoje um convite a todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República. O convite visa convidá-los a visitarem Penela para verem de perto os impactos causados pela interdição do IC3.

“Queremos que os representantes do poder político percebam, ‘in loco’, a gravidade da situação e o impacto direto que tem nas nossas comunidades”, afirmou o autarca.

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