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Fase Charlie: Todo o cuidado é pouco para evitar incêndios

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A fase ‘Charlie’ de combate a incêndios florestais, a mais crítica, começa no sábado, apesar de ter existido um reforço de meios durante o fogo que deflagrou em Pedrógão Grande, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).

Acácio Monteiro, dedicado comandante dos Bombeiros Voluntários de Barasfemes

Acácio Monteiro, dedicado comandante dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes, está entre os milhares de voluntários que lutam conta o fogo

Numa resposta enviada à agência Lusa, o MAI refere que a fase ‘Charlie’, em que o dispositivo de combate está na sua máxima força, vai começar no sábado, como estava previsto.

No entanto e durante o incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrógão Grande, quando ainda estava em vigor a fase ‘Bravo’, a segunda mais crítica, os meios de combate foram reforçados durante a semana em que duraram os fogos na região centro e que provocaram a morte de 64 pessoas e ferimentos em 200.

Questionado pela Lusa se o dispositivo voltou a ter capacidade da fase ‘Bravo’ após a extinção dos incêndios da região centro, o MAI respondeu que “em cada momento os meios no terreno são os que operacionalmente são necessários”.

De acordo com o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), a fase ‘Charlie’, que termina a 30 de setembro, envolve 9.740 operacionais e 2.065 viaturas, apoiadas por 48 meios aéreos e 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

O DECIF deste ano tem como novidades um reforço de meios para combate a incêndios florestais nos distritos de Braga e Viana do Castelo, colmatando assim uma deficiência sentida em 2016.

O dispositivo deste ano conta também com a integração de uma força com 1.380 militares, que receberam formação específica para participar nas ações de rescaldo e vigilância do rescaldo, de forma a libertar os bombeiros para outras operações.

Outras das novidades passa pela inclusão de um helicóptero de coordenação, destinado a ações de coordenação aérea e reconhecimento.

À pergunta se durante a fase mais crítica em incêndios florestais vai existir um reforço de meios, caso seja necessário, o MAI referiu apenas que “operacionalmente serão tomadas as medidas necessárias a cada momento”.

Na quinta-feira, na Assembleia da República, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, anunciou um reforço de 750 operacionais para as zonas “mais críticas de suscetibilidade” de incêndio.

Este ano foi antecipado para 22 de junho o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, que prevê diversas medidas e ações de planeamento e intervenção para proteção das florestas contra os fogos.

Durante este período crítico, que se prolonga até 30 de setembro, é proibido nos espaços florestais e agrícolas fumar e fazer lume ou fogueiras, fazer queimadas, lançar foguetes e balões de mecha acesa.

A época mais crítica em incêndios florestais começa este ano com uma área ardida de cerca de 70 mil hectares e com o registo do fogo que causou o maior número de mortos e feridos em Portugal.

Os incêndios que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis consumiram mais de 50 mil hectares de floresta [o equivalente a 50 mil campos de futebol] e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias e à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.

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