Economia

Família de Coimbra está na lista dos 50 mais ricos de Portugal

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 47 minutos atrás em 20-02-2026

Ernesto Gomes Vieira e a sua família, que inclui o ramo Mieiro, ocupam a 16.ª posição no ranking dos 50 mais ricos de Portugal, segundo a edição de dezembro/janeiro da Forbes Portugal, já disponível em banca.

A fortuna familiar foi avaliada em 835 milhões de euros no final de 2025, ligeiramente abaixo da avaliação de 2024, mas suficiente para manter a posição no ranking.

O principal ativo da família de Coimbra é o Grupo Ascendum, liderado por João Mieiro como CEO, com Tomás Jervell, do Grupo Nors, a ocupar o cargo de chairman. Ernesto Gomes Vieira mantém-se ligado aos negócios como chairman da Assembleia Geral de Acionistas. O Grupo Ascendum é detido em partes iguais pela família Vieira/Mieiro e pelo Grupo Nors, das famílias Jervell e Jensen de Leite Faria. O grupo é um dos maiores distribuidores mundiais da Volvo Construction Equipment, atuando em diversas geografias e oferecendo soluções para construção, obras públicas, terraplanagem, transportes e outros setores. Em 2024, o grupo faturou 1,24 mil milhões de euros, registando um EBITDA de 168 milhões e um lucro de 84,4 milhões de euros, com cerca de 1.800 colaboradores, pode ler-se na Forbes.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

publicidade

A participação da família Vieira no Ascendum encontra-se concentrada na holding Ernesto Vieira & Filhos, que se divide em duas sociedades: uma de Ernesto Gomes Vieira e os filhos Ernesto e Carlos, e outra de Alcina e Ricardo Mieiro, incluindo os filhos Ricardo, João, Paulo, Pedro e os herdeiros de António Vieira Conde.

A génese do grupo remonta a 1955, quando Ernesto Rodrigues Vieira, então representante da Volkswagen, começou a vender camiões Volvo importados pela Auto-Sueco, de Luís Jervell e Ingvar Poppe Jensen. Estes dois empreendedores desafiaram Ernesto Rodrigues Vieira a constituir uma sociedade para vender veículos Volvo na zona centro do país, dando origem à Auto-Sueco Coimbra.

A Forbes Portugal avalia anualmente cerca de cem empresários e famílias portuguesas, considerando participações em sociedades cotadas e não cotadas. Quando não é possível determinar a participação individual, ou em casos de heranças indivisas, avalia-se a posição da família como um todo. As cotações e resultados utilizados nas avaliações correspondem, em geral, ao final de 2024, com atualização de dados até 2 de dezembro de 2025.

Para empresas não cotadas, foi aplicado o método dos múltiplos EV/EBITDA, utilizando a lista de múltiplos de Damodaran. Nas holdings, utilizou-se a soma das partes. Para sociedades cotadas, considerou-se o valor de mercado da empresa ou da casa-mãe, excluindo-se dívidas líquidas e participações não qualificadas. Empresas bancárias não cotadas foram avaliadas pelo PER do setor aplicado sobre os lucros, enquanto sociedades imobiliárias recorreram ao valor dos capitais próprios.

A metodologia é baseada em informação pública, disponível em relatórios e contas das empresas, artigos de órgãos de comunicação social e consultas a fontes próximas. Elementos com dificuldades financeiras do domínio público foram excluídos das avaliações.