Um estudo da Aliança Europeia para a Enxaqueca e Cefaleias (EMHA), em colaboração com a MiGRA Portugal, alerta para o subdiagnóstico e o impacto incapacitante da enxaqueca nas mulheres na Europa.
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Os dados foram apresentados no Parlamento Europeu, no âmbito do Dia Internacional da Mulher, e envolveram 5.410 participantes de 13 países, incluindo 464 respostas de Portugal.
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A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises de dor intensa, pulsátil e unilateral. O estudo revela que 42% das mulheres com sintomas nunca receberam diagnóstico clínico, enquanto 72,4% recorrem à automedicação. Em Portugal, 92% afirmam que a doença limita a sua capacidade de trabalhar ou estudar, e quase 80% classificam a dor como superior a 6 numa escala de zero a 10.
O estudo destaca ainda a relação entre enxaqueca e ciclo hormonal: dois terços das participantes identificaram um padrão menstrual nas crises, sendo que 90% relatam que estas são mais intensas, duradouras e difíceis de tratar durante a menstruação. Apesar disso, 68% nunca receberam tratamento individualizado.
A EMHA defende a inclusão da enxaqueca nas políticas de saúde da mulher, apelando a três medidas essenciais: reconhecer a doença, diagnosticar precocemente e tratar de forma individualizada. Para Elena Ruiz de la Torre, diretora executiva da EMHA, “é urgente passar de uma abordagem reativa para uma gestão proativa da enxaqueca, melhorando o acesso ao tratamento e reduzindo o estigma”.
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