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Exposição em Coimbra explora realidade dentro e fora do espelho

Notícias de Coimbra com Lusa | 31 minutos atrás em 09-04-2026

O Exploratório de Coimbra inaugurou hoje a exposição “Espelhos – Dentro e fora da realidade” que desafia a explorar e compreender as propriedades dos espelhos e as suas aplicações ao longo da história, através da experimentação.

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“O público pode esperar um conjunto de desafios para conhecer como é que a partir da realidade de um espelho se podem perceber um conjunto de princípios físicos, matemáticos, também da sua interpretação filosófica e até poética, e através sempre do princípio da experimentação”, explicou o diretor do Exploratório – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, Paulo Trincão.

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A exposição, que abriu a 26 de março e foi hoje inaugurada, insere-se no âmbito do acordo de colaboração que a Fundação “la Caixa” mantém com o Exploratório desde 2020.

Segundo Paulo Trincão, através da experiência/erro, o público vai descobrindo o “mágico, que é simbolizado pelo convite da Alice”, no clássico de Lewis Carroll, para entrar no espelho.

Depois de se conhecer melhor o espelho, acrescentou, segue-se a realidade fora dele, com vários exemplos da sua utilização, como no telescópio James Webb, na condução da luz pela água ou numa pequena vila em Itália, para que tenha iluminação no inverno.

O diretor do Exploratório adiantou que a exposição vai estar patente até agosto de 2027, por se entender que é um instrumento educativo e “é preciso tempo” para que os grupos e as escolas se possam organizar e para as pessoas poderem pensar as suas atividades educativas naquele local.

“Não é só um usufruto estético, é um recurso educacional que Coimbra passa a dispor e que irá trazer gente de todo o país”, afirmou.

Na sua intervenção, o presidente da Agência Ciência Viva, Pedro Russo, astrónomo de formação, ressalvou a importância do espelho como um instrumento que permitiu construir grandes telescópios e fazer descobertas no universo, esperando que a exposição abra horizontes.

“Esta exposição olha para a tecnologia dos espelhos, mas espero que possa permitir abrir novos horizontes da ciência e da tecnologia”, referiu.

Já para o curador da Fundação “la Caixa” e presidente honorário do BPI, Artur Santos Silva, esta mostra “vai marcar muito aquilo que o Centro Ciência Viva quer ser em Coimbra”.

Para a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, com esta exposição, que convida a olhar para o espelho, que é um objeto familiar, e a descobri-lo como “um objeto de fascínio, de conhecimento e de interrogação”, o Exploratório cumpre o seu propósito.

“Estamos a cumprir a missão que é tornar a ciência acessível”, sustentou Ana Abrunhosa.

O reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, defendeu que a divulgação da ciência é uma área importante, considerando que o mais relevante é que os jovens recebam boa educação.

“Precisamos de mais educação, mais ações formativas, mais capacitação, porque a democracia faz-se disso”, indicou.

O preço dos bilhetes para a exposição varia entre oito euros, para crianças a partir dos 3 anos, e os 20 euros para famílias.

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