Coimbra

Exército na região de Coimbra para ajudar após Kristin

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 02-02-2026

Imagem: Exército português/ Facebook

O Exército português está a apoiar localidades afetadas pela depressão Kristin em 10 municípios dos distritos de Santarém, Leiria, Coimbra e Castelo Branco, com 656 militares afetos à missão, 375 dos quais “no terreno”, foi hoje anunciado.

PUBLICIDADE

publicidade

“O Exército manteve 375 militares empenhados no terreno e 281 militares em prontidão, perfazendo um total de 656 militares (empenhados + prontidão), em apoio às populações e às autoridades civis”, lê-se num comunicado enviado à Lusa.

O reforço do empenhamento ocorreu no domingo e abrangeu “quatro distritos – Santarém, Leiria, Coimbra e Castelo Branco – e 10 municípios, assegurando ações de comando e ligação, engenharia, energia e iluminação, comunicações, limpeza e desobstrução, alojamento, vigilância e dissuasão, [retirada] de pessoal e remoção de escombros”.

O dispositivo por zonas foi distribuído por Figueiró dos Vinhos com quatro módulos Starlink (internet por satélite) instalados nas freguesias de Campelo, Arega e Aguda, um módulo Rear Link em fase de montagem e uma equipa de montagem em altura para a colocação de toldos e lonas nas residências.

“Até ao momento foram colocadas coberturas em três habitações em Figueiró dos Vinhos”, acrescentou o porta-voz do Exército, Hélder Parcelas, em declarações à Lusa ao início da manhã.

Para a zona de Pombal foi enviado um pelotão de remoção de escombros e limpeza.

Para Tomar foi ativado um grupo de comando e ligação, bem como um módulo de energia e iluminação, três equipas de limpeza e desobstrução (seis motosserras) e uma patrulha de vigilância e dissuasão.

Para a zona de Ferreira do Zêzere foi “ativado um grupo de comando e Ligação, dois destacamentos de engenharia e seis equipas de limpeza e desobstrução (12 motosserras)”.

No concelho da Marinha Grande está um destacamento de engenharia, um módulo de alojamento com energia, um módulo de energia e iluminação para apoio à lavagem de roupa, estando também a ser prestado apoio em alojamento à Marinha.

Na freguesia de Vieira de Leiria está um destacamento de engenharia e no concelho de Alvaiázere estão três módulos de energia e iluminação.

Para o concelho de Ourém estão destacados dois pelotões e três rádios satélite.

Em Oleiros está um módulo de energia e iluminação.

A sub-região de Leiria conta com um pelotão e duas patrulhas de vigilância e dissuasão, e em Coimbra estão duas equipas de retirada de pessoal e um pelotão de remoção de escombros e limpeza.

Para hoje estão em pré-posicionamento dois botes em Coimbra, um agrupamento sanitário em Coimbra, o reforço com dois pelotões de intervenção (remoção de escombros e limpeza) em Leiria, o reforço com dois pelotões de intervenção (remoção de escombros e limpeza) na Marinha Grande e o reforço com dois pelotões de intervenção em Figueiró dos Vinhos.

“O Exército mantém-se disponível para ajustar o dispositivo em função da evolução da situação e das prioridades definidas pelas autoridades competentes, assegurando uma resposta coordenada e contínua no apoio às populações”, é referido na nota.

As Forças Armadas têm, nos vários ramos, mais de mil militares empenhados no terreno para apoio direto à população, além de 211 viaturas e 12 equipamentos de comunicações de emergência, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

De acordo com um comunicado do EMGFA, com dados referentes a domingo, estão empenhados 1.090 militares no apoio direto às populações, valor que não inclui “o pessoal em alerta, nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos”.

O último número disponibilizado pelas Forças Armadas fazia referência a 240 militares no terreno. No domingo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que nos próximos dias deverão estar 2.000 a 3.000 militares envolvidos nas operações.

 O mau tempo causou na semana passada pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas e empresas, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.