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Economia

Ex-presidente da CP diz que três quartos do capital a injetar não vão “custar nada ao Orçamento2022”

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O ex-presidente da CP Nuno Freitas salientou hoje que, da dívida histórica de 2.100 milhões de euros da empresa que o Governo prevê sanear, em grande parte, em 2022, “três quartos” não vão “custar nada ao Orçamento”.

“Dos 2.100 milhões de euros de dívida histórica da CP, praticamente 1.600 milhões, ou seja, três quartos desta dívida, é dívida à DGTF [Direção-Geral do Tesouro e Finanças], é dívida ao Estado”, afirmou o ex-presidente do Conselho de Administração da empresa ferroviária em audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, onde foi chamado para prestar esclarecimentos sobre a sua decisão de abandonar o cargo no final do passado mês de setembro, três meses antes do final do mandato.

Assim, sustentou, estes “1.600 milhões de euros não é dinheiro que vai ser dado à CP” e “não vai custar nada ao Orçamento do Estado [OE], nem ao défice ou à dívida”: “Isto já é dinheiro que a CP consolida com o Estado, portanto ninguém está aqui a dar este dinheiro à CP”, salientou.

O Governo prevê, no próximo ano, uma despesa excecional de 1.815 milhões de euros com a CP – Comboios de Portugal, empresa que detém uma dívida histórica superior a dois mil milhões de euros.

De acordo com o relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado, o Ministério das Finanças inscreveu um valor de 1.815 milhões de euros em despesa excecional para 2022, a título de dotações de capital, para a operadora ferroviária. Em 2021, este valor era de 70 milhões de euros.

Hoje no parlamento, Nuno Freitas precisou que, além dos 1.600 milhões de euros de dívida à DGTF, há ainda “250 milhões de euros a uma entidade e 50 milhões ao Banco Europeu de Investimento”.

“Quando se fala em 1.800 milhões, penso que é isto que vai ser saneado”, disse.

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