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Ex-presidente da Câmara de Penacova afirma que situação financeira do município é sustentável

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O ex-presidente da Câmara de Penacova, Humberto Oliveira (PS), afirmou hoje que a situação financeira do município “é perfeitamente sustentável e gerível”, criticando “o drama” criado pelo atual executivo liderado pelo PSD.

Em conferência de imprensa em reação a um comunicado da Câmara de Penacova, que dava conta das dívidas e resultados negativos referentes a 2021, Humberto Oliveira salientou que “a situação financeira do município é perfeitamente sustentável e gerível”.

O também atual presidente da Assembleia Municipal de Penacova justificou a conferência de imprensa por considerar que o comunicado do município sobre o relatório de contas de 2021 ter como intenção “atentar contra o caráter das pessoas”, nomeadamente o seu executivo.

Nessa nota, a Câmara de Penacova, no distrito de Coimbra, dá conta de que registou 6,1 milhões de euros de dívidas e 1,9 milhões de euros de resultados negativos em 2021, uma situação financeira que o seu presidente, Álvaro Coimbra, eleito nas últimas autárquicas pelo PSD, considerava “extremamente preocupante”.

“Sentimo-nos na obrigação de reagir”, disse Humberto Oliveira, afirmando que a dívida não é de 6,1 milhões de euros, mas o passivo é que se cifra nesses valores.

A dívida a curto prazo (a fornecedores, entre outros) foi de 570 mil euros em 2021 e a dívida a entidades bancárias (de longo prazo) situava-se em 2,46 milhões de euros, havendo, assim, uma dívida global de cerca de três milhões de euros, frisou.

“A dívida de longo prazo não foi gasta a nosso bel-prazer, em festas e festinhas. Foi investimento em obras em Penacova”, vincou.

Sobre as despesas comprometidas ou não faturadas, Humberto Oliveira explicou que essas rubricas dizem respeito a valores de empreitadas em curso ou a compromissos, como é o caso do contrato plurianual com a EDP.

O antigo autarca salientou que a Câmara tem um capital próprio de 42 milhões de euros e um saldo de gerência de 1,1 milhões de euros, ao contrário dos 93 mil euros que tinha quando entrou na Câmara em 2009, conquistando-a, na altura, ao PSD.

O antigo presidente da Câmara admitiu que o município tem de fazer um esforço de ajustamento em relação aos resultados líquidos (que, em 2021, foram de 1,9 milhões de euros negativos), mas apontou para a saída da Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior (APIN) como oportunidade para melhorar esse aspeto, ao aumentar o tarifário da água.

“O aumento dos preços ao consumidor é a solução. Não há outra”, apontou.

Humberto Oliveira, numa conferência de imprensa em que se fez acompanhar pelos antigos vereadores do seu anterior executivo, vincou ainda que a dívida da Câmara de Penacova até pode aumentar “para os cinco ou seis milhões de euros”, que há muita obra que o concelho precisa.

Em resposta à agência Lusa, a Câmara de Penacova afirmou que o município registou um passivo de 6,1 milhões de euros em 2021, “um aumento de 43,2% face a 2020” (a 15 de abril tinha falado em 6,1 milhões de euros de dívidas).

“A Câmara de Penacova aprovou o relatório de gestão e contas de 2021 baseado exatamente nos mesmos critérios que o anterior executivo, do Partido Socialista, usou para fazer aprovar o relatório de gestão e contas de 2020”, salientou, frisando ainda que o resultado líquido negativo em 2021 foi de quase dois milhões de euros.

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