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Evitem-se reações alarmistas e colapsos nervosos

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A União Europeia pediu hoje que se evitem reações alarmistas e “colapsos nervosos” na crise entre Rússia e a Ucrânia, acrescentando que não há um sentimento de “ataque iminente”.

“Sabemos muito bem qual é o grau de ameaça e como reagir. Devemos evitar colapsos nervosos e reações alarmistas, que têm até consequências financeiras”, alertou o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Josep Borrell, após uma videoconferência com ministros dos Negócios Estrangeiros da comunidade e com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

Depois de ter ouvido o chefe da diplomacia dos EUA, Borrell disse que não há um sentimento de “ataque iminente” à Ucrânia.

“Não penso que haja alguma coisa de novo que possa aumentar o sentimento de receio de um ataque iminente”, disse o chefe da diplomacia europeia, que reconheceu haver “total sintonia” entre os 27, sobre como agir na crise da Ucrânia.

Os europeus tinham sido surpreendidos pela “dramatização” por parte dos Estados Unidos da situação na Ucrânia, com o anúncio da iminência de uma invasão russa e com a decisão de retirar as famílias dos diplomatas norte-americanos em Kiev.

“A troca de pontos de vista com Antony Blinken foi muito útil para continuar a definir o caminho a seguir e a estabelecer uma coordenação muito estreita”, sublinhou Borrell.

“Penso que há total acordo entre nós, entre os estados-membros, de que essa medida cautelar [tomada pelos Estados Unidos] não é necessária”, acrescentou Borrell, sobre a eventualidade de retirada de pessoal diplomático de Kiev.

“Os Estados Unidos agora responderão por escrito às exigências da Rússia. Fomos consultados sobre essa resposta”, explicou o chefe da diplomacia europeia, sobre os próximos passos para controlar a crise ucraniana.

“Se a diplomacia falhar, estamos preparados para dar resposta a uma possível agressão russa. Esta será certamente uma ação rápida e determinada, com forte unidade, não só dentro da União Europeia, mas também a nível internacional”, assegurou Borrell.

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