Política

Eurico Brilhante Dias afirma que PS não teme eleições e elogia liderança de António Costa

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 meses atrás em 29-11-2023

Fonte da Imagem: MIGUEL A. LOPES/ LUSA

O líder parlamentar socialista afirmou hoje que o PS não teme eleições e manifestou-se confiante na vitória, acusou a direita política de não constituir alternativa e elogiou os resultados alcançados pela liderança governativa de António Costa.

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Estas posições foram defendidas por Eurico Brilhante Dias no discurso de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2024, antes de este diploma do Governo ser objeto de votação final global.

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“Este debate do Orçamento permitiu tirar uma conclusão: Não temos alternativa. Entre radicais que se apresentam agora como moderados, e moderados que se apresentam como radicais, venha o diabo e escolha”, criticou, antes de se referir especificamente ao teor do discurso que antes tinha sido proferido pelo líder da bancada social-democrata, Joaquim Miranda Sarmento: “Os portugueses preferem o original à cópia, essa intervenção parecia vinda de outra bancada”, observou, numa alusão ao Chega.

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No seu discurso, Eurico Brilhante Dias deixou um rasgado elogio ao primeiro-ministro e levantou a bancada do PS quando falou em “gratidão”.

“Em tempos únicos e irrepetíveis o país teve uma liderança segura e credível na defesa da saúde e da vida dos portugueses, ao mesmo tempo que agiu na defesa de milhares de postos de trabalho”, declarou, dirigindo-se a António Costa, que apresentou a sua demissão das funções de primeiro-ministro no passado dia 07.

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De acordo com o presidente do Grupo Parlamentar do PS, “nas circunstâncias mais difíceis percebe-se melhor a qualidade da liderança”.

“Portugal teve a sorte de ter António Costa na liderança nos momentos mais duros da pandemia, o evento mais disruptivo das nossas vidas e, podemos mesmo dizer, do último século. Esta referência é hoje necessária e justa. Na política, como na vida, há valores que nunca são excessivos e muito menos prescindíveis: Um deles é o da gratidão”, acentuou.

Em relação à situação em que o PS chega às próximas eleições legislativas, Eurico Brilhante Dias contestou a tese de que a maioria absoluta que suporta o atual Governo deslaçou.

“Que ninguém se iluda. O PS confia na democracia, o PS não tem receio de eleições, o PS confia no juízo das portuguesas e dos portugueses”, sustentou.

Para Eurico Brilhante Dias, em 10 de março, os eleitores estarão confrontados com uma escolha.

“Ou escolhem o retrocesso político e social, em que a extrema-direita será motor e influência de uma governação que vai degradar e, até, desmantelar o Estado Social, o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, o sistema de pensões, o programa de apoios sociais aos mais vulneráveis, congelar carreiras, salários e pensões, e por aí adiante, sem qualquer sensibilidade social como já foi demonstrado no passado. Ou escolhem prosseguir o caminho que iniciámos em 2015, e de que o Orçamento para 2024 é uma ferramenta fundamental para continuarmos a aumentar salários e pensões, reforçar o Estado Social, o SNS, a escola pública, criando emprego e apoiando as empresas, reduzindo os impostos sobre o trabalho, e sempre, mas sempre, sem que ninguém fique para trás”, contrapôs.

Nas sua intervenção, o presidente do Grupo Parlamentar do PS fez um balanço de três executivos liderados por António Costa, ao longo de oito anos,

“Atraímos mais investimento, as exportações representam mais de 50% do PIB (Produto Interno Bruto), a dívida pública estará abaixo dos 100% em 2024 e reforçámos os rendimentos e os direitos do trabalho. Não há milagre, há mesmo políticas públicas bem desenhadas, que funcionam”, disse.

Eurico Brilhante Dias advogou, numa crítica aos partidos de direita, sobretudo à Iniciativa Liberal, que “a ideia da solução mágica da mão invisível para todos os problemas não percebe que a economia social de mercado dá uma resposta mais ampla e mais justa aos problemas do conjunto da comunidade”.

“São estas políticas que nos permitem baixar impostos de forma sustentável, e investir ao mesmo tempo no Estado Social e aumentar rendimentos. Provámos que o socialismo democrático funciona mesmo, funciona para todas e para todos e não apenas para alguns”, declarou.

Na sua intervenção, Eurico Brilhante Dias apontou ainda que os partidos da oposição à direita “gostam muito de sublinhar que nos últimos 29 anos o PS foi Governo em 22 deles”.

“Foi uma escolha popular e, agora que devolvemos a palavra aos cidadãos, estamos convictos que o programa progressista do PS irá ao encontro dos anseios e das necessidades das famílias portuguesas. Tudo faremos para que a poesia esteja na rua em março. Anteciparemos Abril em março, porque Abril foi mesmo feito para que tenhamos esperança num futuro melhor”, afirmou.

Com o PS, segundo Brilhante Dias, “o país não será entregue nem capitulará perante o populismo extremista que tornou refém a direita democrática”.

“Não passaram durante dois anos e continuamos a afirma-lo: Connosco não passarão”, acrescentou.

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