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Estudantes universitários de Coimbra pedem o fim das propinas e mais apoios sociais

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A Associação Académica de Coimbra (AAC) assinalou hoje o Dia Nacional do Estudante com um protesto com o mote “Façam-nos acreditar”, onde apela à erradicação da propina e a concretização do plano nacional para alojamento, entre outras medidas de apoio aos estudantes nacionais e internacionais.

No seu discurso, o dirigente da AAC, João Assunção, também defendeu “com veemência a necessidade de aumentar os apoios sociais e a intervenção do Estado, de forma a contradizer os efeitos nefastos na sociedade e na economia gerados pela pandemia da covid-19”.

Em relação ao alojamento estudantil, apontou que “a falta de resposta pública coerente com o número substancial de estudantes deslocados é uma das maiores barreiras à democratização do Ensino Superior”.

Os estudantes protestaram hoje em frente à sede da Associação Académica de Coimbra. Ghyovana Carvalho, estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, refere ao Notícias de Coimbra que “os estudantes pedem que lhes seja garantido aquilo que é um direito, que é o direito à educação, portanto a propina serve exatamente como um entrave, quem não pode pagar não pode estudar”, entende ainda que as propinas “asfixiam as famílias”. Também João Assunção, refere que “é agora, mais que nunca, fundamental olhar para o valor da propina e compreender a urgência da sua progressiva redução, rumo à Propina Zero”.

Os estudantes pedem assim o fim completo das propinas para que todos tenham igualdades de oportunidades no acesso ao Ensino Superior.

Ricardo Lourenço, estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, entende que as preocupações dos estudantes neste momento são muitas, “desde as condições das próprias faculdades até à propina que deve ser erradicada assim como refere a Constituição Portuguesa”. Explica ainda as dificuldades sentidas pelos estudantes no período de confinamento com um ensino à distância, em que os exames de avaliação foram adiados e remarcados, e as comunicações com os próprios serviços académicos estavam dificultadas gerou num período de incerteza entre a comunidade estudantil, refere.

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