Guardar tomates e batatas no mesmo cesto pode parecer inofensivo, mas há uma razão científica para manter esses alimentos separados: um composto chamado etileno.
O etileno é um gás incolor produzido naturalmente por muitas plantas e funciona como uma hormona vegetal, essencial para o amadurecimento dos frutos e para outros processos da vida das plantas, como a germinação e a queda das folhas. Em frutos chamados climatéricos, como tomates, bananas, maçãs e pêssegos, o etileno pode criar um efeito de “feedback”: quanto mais é produzido, mais o fruto amadurece rapidamente.
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Já alimentos sensíveis ao etileno, como batatas e cebolas, podem sofrer consequências indesejadas quando expostos a grandes produtores do gás. No caso das batatas, o contato com tomates pode desencadear a germinação rápida, com rebentos que surgem em poucos dias, tornando a despensa menos eficiente e acelerando o desperdício.
“Uma exposição lenta e constante ao etileno pode até atrasar o crescimento dos rebentos, mas um aumento súbito, como o que ocorre ao colocar batatas ao lado de tomates, quebra a dormência e acelera a germinação”, explica o IFL Science.
Além de afetar o amadurecimento e a germinação, o etileno reduz a vida útil dos alimentos, aumentando a probabilidade de apodrecimento. Por isso, especialistas recomendam armazenar batatas e outros vegetais sensíveis longe de frutas que produzem muito etileno, garantindo uma despensa mais organizada e alimentos duradouros.
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