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Esteja atento! Estes 18 fenómenos astronómicos vão acontecer em Portugal

Notícias de Coimbra | 2 meses atrás em 03-01-2026

Com a chegada de um novo ano, há datas que merecem ser assinaladas na agenda para olhar com mais atenção para o céu. Ao longo de 2026, vários fenómenos astronómicos prometem momentos únicos de observação, sobretudo para quem conseguir afastar-se das luzes da cidade e escolher zonas do interior do país.

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Entre luas cheias especiais, chuvas de estrelas, conjunções planetárias e até um eclipse solar, estes são os principais acontecimentos astronómicos do ano e as datas em que poderão ser observados:

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  • 3 de janeiro (Super-Lua do Lobo)

A primeira Lua cheia do ano será também uma super-Lua. A designação “Lua do Lobo” tem origem nos povos nativos americanos e nos antigos calendários europeus, que nomeavam as luas cheias de acordo com fenómenos naturais. Em pleno inverno, era comum ouvir os lobos uivar durante a noite, o que acabou por dar nome à Lua cheia de janeiro.

A melhor altura para a observar será logo após o pôr do sol, por volta das 17:30.

  • 10 de janeiro (Júpiter em oposição)

Júpiter estará alinhado com a Terra e o Sol, ficando totalmente iluminado e particularmente brilhante no céu noturno. Este fenómeno acontece apenas a cada 13 meses e, com um simples binóculo, será possível observar algumas das luas do maior planeta do Sistema Solar.

  • Até 12 de janeiro (Chuva de estrelas quadrânticas)

Considerada uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano, pode atingir cerca de 110 meteoros por hora. Apesar da intensidade, o período de observação é curto. O pico ocorre entre a noite de 3 e a madrugada de 4 de janeiro, a partir da meia-noite.

  • 18 de janeiro (Chuva de estrelas Gamma-Ursae Minorids)

Ativa entre 10 e 22 de janeiro, com pico no dia 18, é uma chuva pouco intensa, mas favorecida pela ocorrência de Lua Nova, o que garante céus mais escuros em Portugal.

  • 22 de abril (Chuva de estrelas Líridas)

Ativa entre 16 e 25 de abril, atinge o pico a 22. Apesar de relativamente modesta, pode produzir até 18 meteoros por hora, que atravessam o céu a cerca de 49 quilómetros por segundo. Resulta dos detritos deixados pelo cometa Thatcher.

  • 6 de maio (Chuva de estrelas Êta Aquáridas)

Com um pico que pode chegar aos 40 meteoros por hora, esta chuva decorre entre 19 e 28 de maio, sendo mais intensa a 6 de maio. Está associada ao cometa Halley, responsável por duas chuvas anuais: as Eta Aquáridas, em maio, e as Oriónidas, em outubro.

  • 6 de junho (Vénus próximo de Júpiter)

Uma das conjunções planetárias mais aguardadas do ano. Vénus, o planeta mais brilhante, e Júpiter, o maior do Sistema Solar, surgirão muito próximos no céu, criando um espetáculo visível a olho nu.

  • 30 de julho (Chuva de estrelas Delta Aquáridas)

Ativa entre 12 de julho e 23 de agosto, atinge o pico no final de julho. Apesar de uma taxa moderada, com cerca de 25 meteoros por hora, é uma chuva prolongada e consistente, causada pelos detritos do cometa 96P/Machholz.

  • De 30 a 31 de julho (Chuva de meteoros Alfa Capricórnidas)

O fenómeno decorre entre 3 de julho e 15 de agosto, com maior intensidade nos últimos dias de julho. Resulta dos fragmentos deixados pelo cometa 169P/NEAT.

  • 12 de agosto (Eclipse solar total)

Um dos momentos mais marcantes do ano. O eclipse total terá uma duração de cerca de 26 segundos e será totalmente visível apenas no Parque Natural de Montesinho, em Bragança. No resto do país, o eclipse será parcial, com valores de ocultação que chegam aos 98,2% no Porto, 94,5% em Lisboa e 92,7% em Faro.

  • 13 de agosto (Chuva de estrelas Perseidas)

A mais famosa chuva de meteoros do verão e a mais intensa do ano. Ativa entre 17 de julho e 24 de agosto, poderá atingir até 150 meteoros por hora no pico, a 13 de agosto. Resulta da passagem da Terra pelo rasto do cometa Swift-Tuttle.

  • 4 de outubro (Saturno em oposição)

Esta é a melhor altura para observar Saturno, já que a Terra se posiciona entre o Sol e o planeta, tornando-o mais brilhante e visível durante toda a noite.

  • 7 de outubro (Chuva de estrelas Dracônidas)

Ativa entre 6 e 10 de outubro, com pico no dia 7. É provocada pelos detritos do cometa periódico 21P/Giacobini-Zinner.

  • Entre 4 e 5 de novembro (Chuva de estrelas Taurídeos)

Causada pelos restos do cometa Encke, é uma chuva fraca, com cerca de cinco meteoros por hora, mas conhecida pela ocorrência ocasional de meteoros mais brilhantes.

  • 15 de novembro (Júpiter próximo de Marte)

A conjunção ocorre a cada cerca de dois anos e meio. Júpiter surge brilhante e imponente, enquanto Marte se destaca pelo tom avermelhado, sendo ambos facilmente identificáveis a olho nu.

  • Entre 17 e 18 de novembro (Chuva de estrelas Leônidas)

Ativa entre 6 e 30 de novembro, pode produzir até 15 meteoros por hora no pico. É conhecida pela velocidade elevada dos meteoros e pelos rastos luminosos deixados no céu.

  • 24 de novembro (Super-Lua do Castor)

Tradicionalmente considerada a maior e mais brilhante super-Lua do ano. A melhor altura para observação é logo após o pôr do sol, quando surge no horizonte.

  • Entre 21 e 22 de dezembro (Chuva de estrelas Ursídeos)

A última chuva de meteoros do ano decorre entre 17 e 26 de dezembro, com pico a 22. É uma das mais fracas, com cerca de 10 meteoros por hora, e está associada ao cometa 8P/Tuttle.

  • 24 de dezembro (Super-Lua Fria)

A primeira Lua cheia do inverno é conhecida como Lua Fria e será também uma super-Lua, cerca de 7,9% maior e 15% mais brilhante do que uma Lua cheia comum, encerrando o ano com um espetáculo natural no céu.

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