Há lugares que nos lembram o essencial. O Parque Biológico da Serra da Lousã é um deles — e está a atravessar um dos momentos mais desafiantes da sua história.
As sucessivas tempestades e cheias que atingiram o país deixaram marcas profundas no território. Trilhos afetados, infraestruturas danificadas e um esforço diário de reconstrução fazem agora parte da rotina. Ainda assim, por entre os sinais visíveis da força da natureza, há algo que permanece intacto: a capacidade de resistir e recomeçar.
“Os estragos são visíveis e exigem de nós um esforço diário de reconstrução. Mas se algo estas semanas provaram foi a extraordinária resiliência das nossas equipas. Tratadores, manutenção, técnicos, voluntários — todos se superaram. Precisamos que as pessoas nos visitem. Cada visitante é um apoio concreto à recuperação deste espaço que é de todos”, sublinha Gonçalo Moura da Costa, diretor do Parque.
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Apesar das adversidades, a vida continua a encontrar caminho. Nas últimas semanas nasceram crias de cabras serpentinas, cabras anãs e ovelhas da Serra da Estrela — sinais claros de renovação.
“Cada nascimento é um sinal de que, mesmo depois da tempestade, a natureza se regenera. Estes bebés são símbolo de continuidade, equilíbrio e esperança”, explica Margarida Soares, bióloga do Parque.
A família cresceu ainda com a chegada do Garoto, um pónei que já conquistou visitantes e promete arrancar muitos sorrisos nos próximos meses.
Visitar o Parque é hoje mais do que um simples passeio ao ar livre. É um gesto de apoio real. Cada bilhete contribui para a recuperação do espaço e integra o projeto Turismo com Propósito da Fundação ADFP, onde cada experiência ajuda a financiar iniciativas sociais, ambientais e de inclusão.
Aqui, o turismo não é apenas contemplação — é participação ativa. É cuidar, proteger e transformar.
O Parque mantém-se de portas abertas, com trilhos para explorar, animais para conhecer e histórias de superação para descobrir. Num tempo em que tudo parece frágil, há espaços que nos mostram que a esperança também se cultiva.