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Estatuto de utilidade pública para a Sociedade Musical Estrela da Beira

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O Governo atribuiu o estatuto de utilidade pública à Sociedade Musical Estrela da Beira, em Seia, pelas suas “relevantes atividades de interesse geral no âmbito da promoção da atividade musical e cultural”.

O despacho do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, publicado hoje em Diário da República, referiu que a instituição “vem desenvolvendo, desde a sua constituição e sem fins lucrativos, relevantes atividades de interesse geral no âmbito da promoção da atividade musical e cultural, em especial no respetivo concelho”.

“Para o efeito, tem desenvolvido regularmente diversas atividades como a organização/participação em festividades (locais/regionais, incluindo em eventos organizados pelo respetivo município), concertos, procissões e encontros de Bandas Filarmónicas, afirmando-se como um elemento importante na dinamização cultural do território e constituindo um polo dinamizador de ações socioculturais com impacto positivo no concelho de Seia e na Região Centro”, explicitou aquela informação.

A Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB), fundada em 1846, em Santa Marinha, no concelho de Seia, distrito da Guarda, “tem dado especial atenção à formação de jovens músicos, através da sua escola de música”, e coopera com diversas entidades públicas e privadas na prossecução dos seus fins.

A direção da SMEB reagiu com “muita satisfação” à atribuição do estatuto de utilidade pública pelo Governo.

“Esta atribuição é um orgulho para todos os elementos da nossa instituição, todos os diretores, maestro, músicos e, claro, para a população do concelho de Seia. Para uma instituição que em 2021 completou os seus 175 anos de existência, receber esta distinção, que já era nossa vontade de a obter desde 2015, é um comprovativo de que estamos todos a trabalhar no sentido certo e que as decisões que tomámos nos últimos 10 anos foram no sentido da prosperidade da SMEB”, disse à agência Lusa o presidente da Assembleia Geral, Marco Ribeiro.

Segundo o responsável, a SMEB tem 32 músicos muito jovens, sendo que o mais velho tem 37 anos.

“Os músicos são todos dos concelhos de Seia e de Gouveia e, como são muito jovens, o nosso grande desafio é apostar muito na Escola de Música, pois sabemos que é muito difícil ‘segurar’ os músicos quando estes entram para o ensino superior”, disse.

A SMEB “não se limita a ser contratada para fazer serviços (concertos, procissões e encontros de Bandas Filarmónicas)”, tendo criado eventos “para aproximar as pessoas” da instituição, apontou.

Em 2022, a direção pretende “fazer o máximo de atividades possíveis”, como o relançamento do “CineConcerto”, “que é uma junção de um concerto de temas dos filmes mais conhecidos sincronizados com uma montagem de partes desses mesmos filmes”.

Entre outras atividades, a instituição também tenciona manter a participação nas procissões da Semana Santa em Salamanca (Espanha) e concretizar “o projeto mais desafiante”, que é “fazer um concerto unindo a SMEB a um grupo musical de rock”.

“Continuamos também a fazer um grande esforço para registar a nossa história e em preservar o que conseguimos. Exemplo disso é o projeto que está já em curso de registar depoimentos dos últimos cinco maestros que dirigiram a nossa banda e que irá ser divulgado durante este ano”, concluiu Marco Ribeiro.

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