Educação

Estas escolas de Coimbra vão continuar fechadas

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 12-02-2026

As escolas de sete freguesias e uniões de freguesias do concelho de Coimbra vão continuar encerradas na sexta-feira, devido à previsão de chuva intensa e risco de cheia, afirmou hoje a Câmara Municipal.

De acordo com publicação feita hoje nas redes sociais do município, as escolas vão continuar encerradas em Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila, freguesias da margem esquerda em que os estabelecimentos estão fechados desde quarta-feira.

Além destas freguesias, estão também abrangidas as escolas de Antuzede e Vil de Matos, São Martinho de Árvore e Lamarosa, São Silvestre e São João do Campo, que estiveram fechadas hoje.

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O município justifica o encerramento de todas as escolas nestas freguesias “face à manutenção de precipitação intensa e à persistência de situações de cheia”.

O aviso diz respeito a todas as instituições de educação e ensino da creche ao ensino superior.

“A situação será reavaliada em função da evolução das condições meteorológicas e hidrológicas e qualquer atualização será comunicada pelos canais habituais do município”, afirmou a Câmara de Coimbra.

A situação de cheia na bacia do Mondego levou o município a avançar com a retirada preventiva de pessoas desde terça-feira.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho).

Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.