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Coimbra

Estado contrata arquiteto Joan Busquets para rever urbanização da estação Coimbra-B

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A Infraestruturas de Portugal (IP) celebrou um contrato por ajuste direto com o ateliê catalão BAU, liderado por Joan Busquets, para rever o plano de urbanização da estação de Coimbra-B, elaborado há mais de dez anos.

O ajuste direto foi celebrado a 29 de julho entre a IP e a B.Landscap Arquitectura y Urbanismo SL (BAU), com sede em Barcelona, por um montante de 262 mil euros e um prazo de execução de 224 dias, pode ler-se na informação publicada no portal BASE, dedicado aos contratos públicos.

Aquela empresa é representada no contrato pelo seu fundador, o arquiteto e urbanista Joan Busquets, autor do “Plano de Urbanização da Entrada Poente e Nova Estação Central de Coimbra”, apresentado publicamente em 2010, quando a Câmara de Coimbra era liderada por Carlos Encarnação (PSD).

O plano foi apresentado no âmbito do projeto de alta velocidade que era desenhado então, integrando o troço Soure/Mealhada, estando previsto a Estação Central integrar as linhas ferroviárias convencional e de alta velocidade, o Sistema de Mobilidade do Mondego (que ainda não está a funcionar) e os transportes rodoviários.

Doze anos depois, o plano de urbanização que agora será revisto estará também integrado no projeto que o atual Governo tem para a linha de alta velocidade, inscrito na primeira fase, correspondente ao troço Porto-Soure (Coimbra), com obras entre 2026 e 2028.

Questionada pela agência Lusa, a Câmara de Coimbra afirmou que, em maio, o atual presidente do município, José Manuel Silva, assim como a vereadora com os pelouros do urbanismo e mobilidade, Ana Bastos, participaram numa reunião de trabalho que juntou, na autarquia, o arquiteto Joan Busquets e a equipa da IP, “com o intuito de adaptar este plano às novas dinâmicas da cidade”.

“O atual executivo empenhou-se, desde o início do mandato, em trabalhar ativamente e em estreita articulação com as Infraestruturas de Portugal como objetivo de recuperar este plano”, acrescentou.

Na mesma resposta, o município recordou que esta era uma medida prevista no programa da coligação Juntos Somos Coimbra.

Recentemente, aquando da passagem do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, por Coimbra, José Manuel Silva defendeu um “novo projeto para a estação de Coimbra-B, que vá muito além de um mero ‘lifting’ e que orgulhe, dignifique e requalifique a cidade”.

“Precisamos de construir finalmente uma estação intermodal, que integre de forma articulada todos os modos de transporte e que potencie uma nova centralidade urbana, catapultando o desenvolvimento urbanístico, económico e social do espaço envolvente e de todo o município. Depois do diálogo que desenvolvemos com a IP, e com as mudanças introduzidas, estamos crentes que assim vai ser, o que nos apraz registar”, disse José Manuel Silva.

O arquiteto catalão previa uma nova centralidade para a zona norte da cidade de Coimbra, num estudo urbanístico que abrangia uma área de 107 hectares.

Na apresentação do projeto, a 07 de maio de 2010, estava prevista uma estação num edifício em ponte, sobre o canal ferroviário, localizado na proximidade da atual estação de Coimbra-B, estando também prevista uma zona verde que se articularia com as áreas naturais envolventes, para garantir uma continuidade do Vale de Coselhas até ao Choupal.

“Provavelmente não há nenhuma outra estação na Europa que tenha esta singularidade”, salientou, nessa apresentação, Joan Busquets.

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