O homem de 36 anos, detido pela Polícia Judiciária (PJ), na segunda‑feira, 23 de fevereiro, no âmbito de uma investigação da Diretoria do Centro, suspeito de ter agredido até à morte a sua namorada — uma mulher luso‑brasileira de 43 anos — em Coimbra, no dia 5 de fevereiro, ficou em prisão preventiva.
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Esta quarta-feira, 25 de fevereiro, o suspeito foi presente a um juiz no Tribunal de Coimbra para o primeiro interrogatório judicial, onde lhe foi aplicada essa medida de coação.
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Danieli Garrote, de 43 anos, é a vítima mortal. É natural de São Paulo, no Brasil. Funeral aconteceu na sexta-feira, 13 de fevereiro. Foi a sepultar no cemitério da Conchada.
Segundo apurou a polícia após análise da autópsia, o corpo da vítima apresentava múltiplas lesões corporais indiciadoras de morte violenta, motivo pelo qual o Instituto Nacional de Medicina Legal alertou a PJ para a possibilidade de crime.
O casal iria viver na residência onde ocorreu o crime — local para onde ambos pretendiam mudar‑se.
Após agredir violentamente a mulher, o suspeito terá chamado o INEM, alegando inicialmente que a vítima se teria sentido mal. Quando os meios de socorro chegaram, a mulher já se encontrava sem vida. Só mais tarde a autópsia confirmou que a morte foi causada por agressões.
As diligências da PJ recolheram vários elementos que apontam para um quadro de violência doméstica, motivado predominantemente por ciúmes do detido em relação à vítima, com episódios de agressões que ter-se-ão intensificado nos dias anteriores à morte.
A mulher tinha três filhos — um maior e dois menores — que estão temporariamente sob cuidados de uma instituição até poderem regressar ao Brasil.
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