Livre, PCP e BE desafiaram hoje o PS a distanciar-se do Governo PSD/CDS-PP e a apresentar-se como uma “verdadeira alternativa”, considerando que apesar das críticas não ficou claro de que lado é que os socialistas estão.
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“O PS deve deixar muito claro de que lado está: isto é, se está em cima do muro ou se está como um parceiro do Governo ou se quer, de facto, ser a verdadeira oposição às medidas do Governo da AD. E nós neste congresso, muito sinceramente, não sentimos que houve uma decisão clara daquilo que o PS quer fazer”, criticou a deputada do Livre Filipa Pinto, no final do 25.º Congresso do PS, que terminou hoje em Viseu.
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Sustentando que o Governo da AD “não fez as reformas necessárias”, seja na educação ou na saúde, Filipa Pinto insistiu que o PS deve ser claro sobre se as medidas da AD lhe agradam ou se tem “uma alternativa clara” para o país.
“No fim desta legislatura, os portugueses vão querer avaliar aquilo que foi conseguido e vão perceber quem é que ficou do lado do Governo, quem é que quis ficar ao lado do Governo, quem é que apoiou as medidas que o Governo quis implementar e quem foi a oposição”, avisou.
Na mesma linha, Octávio Augusto, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, disse ter ouvido falar pouco de “uma verdadeira alternativa ao estado em que o país está”.
Alertando que quem teve aumentos de salários ou pensões, já viram esse valor consumido com o “brutal aumento do custo de vida”, o dirigente comunista sustentou que “além de se tratar da alternância, é fundamental tratar da alternativa e essa alternativa passa, naturalmente, uma rutura com as políticas de direita”.
“Não se pode eternamente colaborar, estar disponível, dar a bengala e, ao mesmo tempo, falar da necessidade de resolver este ou aquele problema. É preciso ir às causas, é preciso enfrentá-las, é preciso romper com tudo isso”, apelou.
Alexandre Abreu, membro da Comissão Política e da Mesa Nacional do BE, também realçou que apesar de ter ouvido algumas críticas no discurso final do secretário-geral do PS ao Governo, “muitas vezes, quem vem viabilizar muitas das propostas, quer da Governação, quer do PSD na Assembleia da República, acaba por ser o próprio PS”.
“Nesse sentido, consideramos que existe uma dissonância grande entre as observações críticas que aqui foram feitas hoje relativamente à governação e, por outro lado, uma espécie de dança a três na Assembleia da República em que o PS muitas vezes se disponibiliza para viabilizar aquilo que é a governação de uma direita cada vez mais radical”, lamentou.
Pelo PAN, Emanuel Candeias, Comissário Político Nacional, disse ter ficado “contente” por ouvir o líder do PS a propor um “Pacto Verde” na sua intervenção fina, mas convidou os socialistas a ser “um bocadinho mais ambiciosos” na política animal, realçando que nas recentes tempestades faltaram apoios para associações.
Foto: Reprodução Rádio Portuense
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