A Escola Básica e Secundária Dr. Daniel de Matos, em Vila Nova de Poiares, está a funcionar, mas há alunos ainda a partilhar salas, na sequência dos danos causados pela depressão Kristin, disse hoje o presidente da Câmara.
“Temos a escola na mesma. Tenho lá trazido os homens vai fazer 15 dias e não conseguimos resolver o problema”, afirmou Nuno Neves à agência Lusa.
O estabelecimento de ensino foi uma das principais estruturas afetadas pelo mau tempo no concelho de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra.
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O autarca adiantou que estão a tentar colocar lonas para “remediar a situação, mas continua a cair água dentro das salas”.
“A escola está a funcionar. Temos algumas salas com duas turmas. Quando são do mesmo ano, conseguimos conciliar, de forma que as aulas não parem”, acrescentou.
Entre as preocupações da autarquia está a situação na Estrada Nacional (EN) 17, também conhecida como Estrada da Beira, devido à queda de barreiras.
“É o nosso principal acesso a Coimbra. Isso é uma coisa que me preocupa, porque há um deslizamento de terras, as barreiras estão a vir para estrada”, referiu.
Nunes Neves salientou também a necessidade de uma intervenção na Estrada Nacional 2, num troço entre Ronqueira e Louredo, assim que “melhore o tempo”, uma vez que há muitas árvores na encosta e “estão a cair”.
Questionado sobre os prejuízos, Nuno Neves disse que ainda não foi possível quantificar os danos, salientando que são muitos os estragos e há também dificuldade nos orçamentos.
“Há muita solicitação. As empresas estão a ser bombardeadas com pedidos, não conseguem dar resposta para os orçamentos. Tem sido duro para todos”, assinalou.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.