O acidente envolvendo um avião ligeiro Cessna 152, ocorrido em Cernache, Coimbra, durante a formação de um instrutor de voo, teve como origem a contaminação do combustível por água.
A conclusão consta do relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação a Acidentes Aéreos e Ferroviários (GPIAAF), que afastou qualquer erro humano ou falha técnica estrutural da aeronave, avança o Correio da Manhã.
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O incidente registou-se cerca das 11:00 do dia 28 de março do ano passado, no decurso de um voo de instrução. Após aproximadamente trinta minutos no ar e a realização de quatro manobras de “toca-e-anda” na pista do aeródromo de Coimbra, a aeronave perdeu potência durante a quinta tentativa de descolagem.
Perante a situação, o instrutor declarou emergência e efetuou uma manobra de aterragem forçada, evitando linhas elétricas e escolhendo uma área sem habitações.
O avião acabou por imobilizar-se num terreno agrícola, após colidir com árvores. Apesar da destruição total da aeronave, os dois ocupantes conseguiram sair pelos próprios meios, com ferimentos ligeiros.
O matutino salienta que a causa mais provável da falha do motor foi a presença de água no sistema de combustível, em particular no carburador.
O relatório refere ainda que o prolongado período em que a aeronave esteve parada, aliado a um ambiente com elevada humidade e variações acentuadas de temperatura, terá favorecido a condensação de água tanto no depósito de abastecimento como nos tanques do avião.
A aeronave só foi retirada na manhã deste sábado, dia 29 de março. Tratou-se de um operação “bastante complexa”.
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