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Saúde

Equipa cria sistema de avaliação de saúde “revolucionário”

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Médicos, economistas, juristas e matemáticos estão a desenhar um “revolucionário” sistema de avaliação de saúde que deverá apresentar o primeiro relatório no próximo ano, anunciou hoje o presidente da Convenção Nacional da Saúde.

“Uma equipa de jovens médicos, economistas, juristas e matemáticos está a preparar um quadro revolucionário do sistema de avaliação da saúde que avalia todos os parâmetros, como o acesso aos serviços de saúde, a qualidade, a segurança ou o bem-estar social”, disse à Lusa Eurico Castro Alves, no final da V Conferência da Convenção Nacional da Saúde (CNS).

O sistema terá por base “parâmetros fáceis de medir, que ninguém poderá contestar”, e que servirão para identificar o que está bem e o que é preciso melhorar, acrescentou.

A equipa de trabalho está a desenhar o novo modelo de avaliação, que contará também com a informação disponibilizada pelo Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), uma ferramenta da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que “tem sido muito mal aproveitada”.

Segundo o presidente do CNS, o novo mecanismo deverá ser apresentado ainda este ano e em 2023 será divulgado o primeiro relatório.

Durante o encontro ficou a promessa de realizar um relatório anual que vai acompanhar de “forma quantitativa, objetiva e tangível o que está a acontecer no sistema de saúde”, disse.

Segundo Eurico Castro Alves o relatório deverá ser um instrumento de trabalho para o Governo saber “o está bem e tem de continuar a apoiar e as fragilidades que devem ser colmatadas”.

Entidades da área da saúde com interesses muito diferentes estiveram hoje reunidos na conferência da CNS na procura de pontos comuns e “foi possível chegar a consensos”, disse.

A principal mensagem comum foi dirigida ao Governo: “Dada a estabilidade governativa conseguida, há uma oportunidade para fazer algo pelo sistema de saúde nos próximos anos”, resumiu Eurico Castro Alves.

Para os presentes, a evolução do sistema de saúde deve ser no sentido de se tirar partido do sistema como um todo, ou seja, apostar no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas também recorrer, de forma complementar, ao setor privado e social.

“O setor público é indispensável e tem de continuar a ser acarinhado e apoiado, mas por si só não consegue responder a todos os problemas dos portugueses. O Governo tem de pensar nos portugueses e não nos sistemas e nas ideologias politico-partidárias”, disse, acrescentando que o “interesse dos cidadãos é utilizar o SNS até ao limite das suas capacidades”.

Atingido o limite, “existem outros sistemas que funcionam em complementaridade”: “O privado e o social podem chegar aos portugueses e, tal como previsto na constituição, providenciar serviços de saúde de forma tendencialmente gratuita e universal. Temos de usar todos os sistemas”.

Na conferência intitulada “Saúde, Prioridades para Legislatura 2022-2026” ficou ainda o alerta de que é preciso “deitar rapidamente mãos à obra”: “Temos que recuperar de dois anos de resiliência e temos de nos preparar para uma eventual crise económica que tudo indica que poderá acontecer nos próximos anos”.

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