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Coimbra

“Entre freguês entre na Feira Popular de Coimbra”. É grátis! Paga a Câmara.

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  A Câmara de Coimbra decidiu hoje atribuir um apoio de mais de 72 mil euros à Feira Popular da cidade, cerca de 50 mil euros dos quais para assegurar, a todo o público, acesso gratuito ao certame.

A feira, que decorre entre 29 de junho e 15 de julho, na Praça da Canção, na margem esquerda do Mondego, é organizada pela União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, com o apoio da Câmara de Coimbra, que “reconhece interesse municipal” ao evento.

O certame já faz parte do “imaginário de muitas gerações da região, por conter uma vertente de diversão transversal a todas as idades e estratos sociais e por movimentar a população, em grande número”, afirma a Câmara, sustentando que o evento “conquistou o seu espaço no calendário da animação urbana”, coincidindo com “outra celebração que marca a agenda” local, que são as Festas da Cidade de Coimbra e da Rainha Santa Isabel.

De acordo com a proposta hoje aprovada, por maioria, pelo executivo camarário, o certame contará com um apoio financeiro da autarquia de cerca de 72.700 euros, perto de 22 mil euros dos quais referentes “a isenção de taxas municipais e outros apoios prestados pelas diferentes unidades orgânicas da Câmara” e cerca de 50.900 euros de “apoio financeiro no sentido de possibilitar que as entradas na feira sejam gratuitas” (valor calculado em função da média de visitantes registada entre 2014 e 2016).

Votaram a favor da proposta os cinco elementos da maioria socialista, os três vereadores sociais-democratas (eleitos no âmbito da coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT) e o eleito pela CDU, tendo os dois representantes do movimento Somos Coimbra (SC) votado contra a proposta.

“Não foi apresentada nenhuma justificação coerente” para “esta compensação financeira” da Câmara, disse José Manuel Silva, do SC, sustentando que a Câmara suporta os custos da gratuitidade das entradas na feira, tal como já sucedeu o ano passado, por “motivos eleitoralistas” e “questões partidárias”.

A Câmara deve, por um lado, “cobrar taxas a um comerciante” que quer embelezar o seu estabelecimento e, por outro, “pagar as entradas na feira”, questionou José Manuel Silva.

A decisão da Câmara visa salvar a Feira Popular, que vinha a “definhar” e a perder de forma acentuada frequentadores, alegou o presidente do município, Manuel Machado, salientando que a edição do ano passado (já sem entradas pagas) recuperou visitantes, atingindo um total de cerca de cem mil pessoas, de acordo com o relatório da Junta de Freguesia.

“Não se deve deixar morrer a Feira Popular”, defendeu Manuel Machado, considerando que o certame também é um importante meio para “voltar a atrair pessoas para a zona ribeirinha” da cidade.

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