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Empresas do interior do distrito de Coimbra querem acesso ágil às ajudas do Estado

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As microempresas do interior do distrito de Coimbra mostram-se satisfeitas com a renovação dos apoios excecionais ao setor, mas querem o Governo deve agilizar o acesso às ajudas, defendeu hoje a Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da AESL, Carlos Alves, lamentou que a dotação de 50 milhões de euros inicialmente disponibilizada no âmbito do programa Adaptar Micro tenha “esgotado em apenas 10 dias, muito antes de chegar a um número aceitável de empresas”.

“Não é compreensível que um apoio que tem como objetivo apoiar a parte do tecido empresarial com maior representação não tenha um teto orçamental mais elevado”, referem em comunicado quatro associações empresariais da região que, nos últimos meses, têm assumido posições públicas conjuntas.

Na quinta-feira, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social, o Governo aprovou o Adaptar 2.0, com apoios a estabelecimentos comerciais e consultoria a microempresas, para adaptação destas à atual fase da pandemia da covid-19.

“É um apoio importante para as empresas, mas tem de ser amanhã. Vamos é pôr isto no terreno rapidamente”, disse hoje Carlos Alves.

O empresário recordou que “já estão perdidos 10 dias”, uma vez que o Adaptar Micro “abriu a 15 de maio e fechou no dia 25”.

Na quinta-feira, no final do Conselho de Ministros, o executivo divulgou o Adaptar 2.0, que contempla “adaptação e modernização de estabelecimentos comerciais, financiando investimentos na adaptação ao contexto covid-19, em frentes de loja, áreas de acesso ao público”, entre outras ajudas.

“Ficamos muito contentes, o Estado ouviu as empresas. Não queremos é esperar mais dias”, reagiu hoje o presidente da AESL.

Esta semana, num comunicado conjunto, a AESL, com sede na Lousã, e as associações empresariais congéneres de Vila Nova de Poiares, Miranda do Corvo e Penela lamentaram a suspensão do programa Adaptar Micro, considerando “urgente o seu relançamento, para assim apoiar as microempresas nas despesas extra que têm de suportar para a adaptação ao contexto” da pandemia.

“A dotação deste programa conseguiu acolher pouco mais de 17 mil microempresas, num universo de mais de 100 mil, ou seja, cerca de 83% das microempresas não tiveram oportunidade para se candidatar a este apoio”, sublinharam.

Subscreveram aquela nota a Associação Empresarial Serra da Lousã, a Associação Empresarial de Poiares, o Clube de Empresários de Miranda do Corvo e o Núcleo Empresarial de Penela, que representam centenas de firmas da região.

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