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Empresas da Região de Coimbra reclamam falta de coesão

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O CERC (Conselho Empresarial da Região de Coimbra), consórcio constituído pelas 13 associações empresariais da região de Coimbra: ACIBA, ACIFF, ADEC, ADI, AEC, AEDP, AEM, AEPS, AES, AESL, APBC, CEMC e NEP, que representam mais de 15.000 empresas sediadas nos 19 municípios da Região de Coimbra e com um volume de negócios superior a 10 mil milhões de euros, apresentam um profundo desagrado relativamente ao desenrolar do programa +CO3SO.

Para o CERC, e nas palavras dos seus representantes, “quando em julho de 2020, a Senhora Ministra da Coesão Territorial, Dra. Ana Abrunhosa, anunciou o lançamento do +CO3SO Emprego, todos os empresários responderam e, mesmo num período de profunda contração económica, apresentaram as candidaturas”, pois este programa “seria um excelente sistema de apoio para as empresas que pretendesse aumentar o número de postos de trabalho e iria potenciar a coesão territorial.”

O programa +CO3SO tinha como principal objetivo apoiar as empresas na criação de postos de trabalho (contratação de efetivos) sendo estas contratações apoiadas por um período de três anos. As candidaturas para a 1.ª fase deste programa fecharam há mais de sete meses, no passado dia 15 de setembro de 2020.

O CERC entende que desde a apresentação do +CO3SO, que se verificou que as verbas eram reduzidas, tendo as associações empresarias efetuado diversos alertas para tal facto, mas “o Governo sempre incentivou os empresários a apresentar as suas candidaturas, garantindo SEMPRE que a todos os projetos aprovados seria atribuída cabimentação”. E relembram os representantes do CERC que, “a Senhora Ministra da Coesão Territorial, Dr.ª Ana Abrunhosa e restantes membro do governo, deixaram bem claro a intenção do GOVERNO em colmatar a insuficiência de fundos do programa +CO3SO, afirmando sempre que haveria de existir reforço orçamental se necessário”.

Passados sete meses, e no território representado pelo CERC, do qual fazem parte os Grupos de ação Local (GAL): Adelo, Adiber, Adices, Coimbra Mais Futuro, Dueceira, Pinhais do Zêzere e Terras Sicó, foram por estes aprovadas mais de 70% das candidaturas apresentadas e destas, continuam ainda a aguardar os termos de aprovação, ou seja, a aguardar que lhe sejam atribuídos fundos, mais de 50% das candidaturas aprovadas, que representam a criação de várias centenas de postos de trabalho.

“Todos os empreendedores, que mesmo com a crise não baixaram os braços, que, com tanto esforço, se mantiveram persistentes, sentem-se agora desprezados e largados ao abandono, por aqueles que os incentivaram a avançar, nomeadamente pelo Senhor Primeiro Ministro e pela Senhora Ministra da Coesão Territorial”, refere a Associação Empresarial de Cantanhede em comunicado.

“Mais indignados ficámos todos quando tivemos conhecimento de que a todas as candidaturas do + CO3SO, aprovadas na região Norte e Alentejo, foi atribuída dotação orçamental”, afirmam os representantes do CERC.  Assim no Norte e no Alentejo, a todas as candidaturas aprovadas vão ser atribuídos Fundos.

Pelo exposto, perguntam os representantes do CERC “onde está a Coesão Territorial, tão aclamada pelo Ministério da Coesão Territorial? Que argumentos o Sr. Primeiro Ministro e a Sra. Ministra, Dr.ª Ana Abrunhosa vão agora apresentar aos empreendedores da Região de Coimbra, para justificar esta tão grande incoesão?”

Nesse sentido, o CERC, “exige que o Governo cumpra com as suas promessas e que atribua urgentemente a dotação prometida a todas as candidaturas aprovadas do + CO3SO, e que seja implementada uma verdadeira Coesão Territorial e não permitimos nem aceitamos que, mais uma vez, a Região de Coimbra, seja esquecida”.

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