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Empresários de Penela iniciam reparações após tempestade …mas falta material

Notícias de Coimbra | 47 minutos atrás em 31-01-2026

Imagem: municipio penela fb

 Os empresários da zona industrial de Penela, no distrito de Coimbra, já iniciaram os trabalhos de reparação dos danos causados pela depressão Kristin, com queixas de falta de materiais.

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Nas instalações de uma empresa que atua, entre outras, na área da consultadoria, segurança do trabalho e formação, foi o edifício de rés-do-chão e primeiro andar que ficou desventrado.

Numa pausa nos trabalhos, o gerente Vítor Santos apontou à Lusa o telhado que saiu, assim como os tetos falsos, o chão que está encharcado, além dos equipamentos informáticos. Já nas oficinais, localizadas na parte de trás, os danos foram menores: uns cumes e algumas telhas partidas.

Os prejuízos devem andar “na ordem dos 150 mil a 200 mil euros”, segundo as estimativas do gerente da empresa.

Na manhã de sábado, com a ajuda de seis amigos e funcionários, decorriam os trabalhos para repor o telhado, que a própria empresa foi buscar fora do concelho.

“Através de contactos e amigos, fomos buscar telha perto de Lisboa, porque aqui não há nada”, lamentou.

A estimativa é que atividade da empresa, com 18 funcionários, seja retomada segunda-feira, “não a 100%, mas aí nos 80%”.

Questionado sobre eventuais linhas de apoio, Vítor Santos evidenciou algumas dúvidas, adiantando já terem sido contactados pelo presidente do Núcleo de Empresários de Penela, para perceber os danos, e pela Câmara Municipal.

“Eles [disseram que] iam procurar linhas de apoio, mas não sei. Como nunca trabalhámos com fundos, também não estamos à espera. Nunca tivemos nada, por isso…”, disse.

“Acho que é tudo mais para inglês ver”, acrescentou.

A escassos metros abaixo, numa serralharia, fazia-se uma cobertura com encerados, de forma a que, segunda-feira, a atividade seja retomada, segundo Alberto Matias, responsável da empresa.

“Agora temos de fazer uma cobertura nova, só que a cobertura vai demorar muito tempo”, disse, acrescentado que a empresa pode continuar a laborar enquanto refazem a cobertura.

Os prejuízos na serralharia, com 16 funcionários, devem ultrapassar os 100 mil euros.

“Eu tenho seguros. Esperamos que os seguros paguem, se não pagarem, temos de ter apoios de outro lado. Agora, até que resolvam, têm muitas situações para resolver”, atirou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.