Coimbra

Empresários de Coimbra querem que ligação da A13 ao IP3 seja prioridade

Notícias de Coimbra com Lusa | 29 minutos atrás em 12-02-2026

O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) pediu hoje ao Governo que a ligação da autoestrada A13 ao Itinerário Principal (IP) 3 seja assumida como uma prioridade estratégica nacional.

Em comunicado, o CERC manifestou uma “profunda preocupação” relativamente à rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, no concelho de Coimbra, que teve como consequência o abatimento da A1 ao quilómetro 191.

Estes acontecimentos “vieram expor fragilidades estruturais com impacto direto na mobilidade, no transporte de mercadorias e no normal funcionamento da atividade económica”, alertou.

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Segundo o CERC, ficou demonstrado que a região “não pode continuar dependente de uma única grande via estruturante” e, portanto, a ligação entre a A13 e o IP3 (Coimbra Norte – Souselas) deve ser uma prioridade.

“Esta obra, já anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, não pode ser adiada nem ficar condicionada a calendários longínquos”.

Para o presidente do CERC, Hugo Serra, não bastam anúncios: “Precisamos de um calendário claro e execução no terreno”.

O responsável considerou que a região “não tem margem para esperar”, porque “sempre que ocorre um evento extremo a economia fica bloqueada”.

“Esta ligação não é um luxo, é uma necessidade estratégica”, defendeu.

O CERC sublinhou que a ligação exigida “reforça a redundância e resiliência da rede rodoviária nacional, cria uma alternativa eficaz à A1, reduz o risco de bloqueios prolongados em situação de emergência e fortalece a competitividade logística das empresas da região”.

Os representantes do tecido empresarial da região de Coimbra saudaram o anúncio do lançamento do concurso para a Barragem de Girabolhos, que consideram um “projeto estruturante para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos”.

“A articulação entre uma estratégia robusta de gestão hídrica e o reforço das infraestruturas rodoviárias é fundamental para garantir segurança, competitividade e coesão territorial”.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.