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Empresários de Coimbra exigem respeito pela região após retirada de projetos do Plano de Recuperação

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A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) pede respeito ao Governo pela Região de Coimbra após o anúncio divulgado ontem que dava conta que três projetos rodoviários da região deixaram de contar com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e serão executados “com recurso a financiamento nacional” por ser essencial a sua implementação, refere o Governo.

Os três projetos da Região de Coimbra que deixam agora de contar com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência são a ligação ao IP3 dos concelhos a sul; EN341, Alfarelos (EN342) / Taveiro (Acesso ao Terminal Ferroviário de Alfarelos), IC6; e Tábua/Folhadosa/Seia (Serra da Estrela).

No início deste ano, a NERC reforçou a premência destas medidas no âmbito das Consultas Públicas promovidas pelo Governo, no Plano de Recuperação e Resiliência; pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Coimbra, na Visão Estratégica para a Região Centro 2030; e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, na Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial (EIDT) 2021-2027.

Esta decisão de retirar unilateralmente e à última hora estes investimentos, relevantes para a Região de Coimbra “constitui um ataque brutal à Região de Coimbra e, marcará o seu futuro constituindo um erro histórico”. É necessário recuar muito no tempo para poder identificar uma atitude tão contrária ao Estado Democrático de Direito, refere a NERC em comunicado.

A NERC solicita ainda “que a CIM da Região de Coimbra analise as consequências desta decisão e os seus dirigentes, o seu Presidente, e o seu Secretário Executivo, tirem consequências políticas imediatas deste ataque inqualificável e extremamente danoso à Região por parte do Governo ao anular estes investimentos à última da hora e sem darem conhecimento prévio desta atitude”.

Deixa ainda o “alerta a todos os autarcas que se houver silêncio e não houver uma tomada de posição assertiva e forte em defesa da Região por parte da CIM devem tirar consequências políticas e estratégicas que levam a não defenderem a Região. A NERC considera que mais uma vez o Ministro Pedro Nuno Santos, como tem vindo a fazer noutros dossiers, está contra a Região de Coimbra e está a prejudicar intencionalmente a Região de Coimbra em prol do desenvolvimento da Região de Aveiro e de uma visão centralista de Lisboa”.

A associação liderada por Pina Prata acrescenta ainda “basta Senhor Ministro e devia ter vergonha de mais um ataque sem precedentes à Região de Coimbra, a Coimbra, às Beiras e às suas gentes”. A NERC apela a todos os representantes dos interesses públicos, entidades da Sociedade civil e associações empresariais e agentes económicos que façam sentir a sua revolta.

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