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Coimbra

Empresários de Coimbra desafiam Governo a pagar IC6 e ligações ao IP3 com milhões do “coworking do Interior”

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O presidente da Associação Empresarial da Região de Coimbra desafiou hoje a ministra da Coesão Territorial a investir nas acessibilidades os 20 milhões de euros que também hoje apresentou para criar espaços de corwork. O empresário acusou os presidentes de Câmara de falta de poder político para defender a região.

Em entrevista ao Notícias de Coimbra, Horácio Pina Prata lançou o repto a Ana Abrunhosa para aplicar aquele montante nas obras da Região de Coimbra retiradas “da noite para o dia” do Plano de Recuperação e Resiliência, apresentado na semana passada por António Costa em Coimbra. Afirmou que se as pessoas e as empresas não têm estradas de acesso ao interior também não vão escolher estes territórios para trabalhar. Referia-se aos s três projetos da Região de Coimbra que deixam de contar com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência são a ligação ao IP3 dos concelhos a sul; EN341, Alfarelos (EN342) / Taveiro (Acesso ao Terminal Ferroviário de Alfarelos), IC6; e Tábua/Folhadosa/Seia (Serra da Estrela).

Perante o silêncio dos autarcas da região, o empresário disse que “mais do que falta de vontade existe falta de poder político” e acusa o presidente da Câmara de Coimbra, também presidente da Associação Nacional de Municípios, de tentar justificar a saída destas obras estruturantes do plano de recuperação com o argumento da alteração ao código dos contratos públicos. Uma justificação que afirma não compreender por deixar pala segundo plano o desenvolvimento de Coimbra e da Região.

A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) pediu no inicio da semana respeito do Governo pela Região de Coimbra após o anúncio divulgado ontem que dava conta que três projetos rodoviários da região deixaram de contar com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e serão executados “com recurso a financiamento nacional” por ser essencial a sua implementação, refere o Governo.

No início deste ano, a NERC reforçou a premência destas medidas no âmbito das Consultas Públicas promovidas pelo Governo, no Plano de Recuperação e Resiliência; pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Coimbra, na Visão Estratégica para a Região Centro 2030; e pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, na Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial (EIDT) 2021-2027.

Esta decisão de retirar unilateralmente e à última hora estes investimentos, relevantes para a Região de Coimbra “constitui um ataque brutal à Região de Coimbra e, marcará o seu futuro constituindo um erro histórico”. É necessário recuar muito no tempo para poder identificar uma atitude tão contrária ao Estado Democrático de Direito, refere a NERC em comunicado.

A NERC solicita ainda “que a CIM da Região de Coimbra analise as consequências desta decisão e os seus dirigentes, o seu Presidente, e o seu Secretário Executivo, tirem consequências políticas imediatas deste ataque inqualificável e extremamente danoso à Região por parte do Governo ao anular estes investimentos à última da hora e sem darem conhecimento prévio desta atitude”.

Veja a entrevista completa no direto Notícias de Coimbra, onde a NERC reclama a construção de infraestruturas em vez de espaços de cowork.

 

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