A NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra considerou hoje urgente que o Governo tome medidas para travar o aumento de custos decorrente do conflito no médio oriente, que fez disparar o preço dos combustíveis.
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“A instabilidade internacional tem gerado fortes pressões especulativas nos mercados, refletindo-se num aumento abrupto dos preços dos combustíveis e da energia, com impacto direto nas empresas, no setor industrial, agrícola, na logística e nas famílias”, sublinhou a estrutura empresarial, em comunicado enviado à agência Lusa.
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A nota salientou que grande parte das matérias-primas que sustentam a atual oferta energética foi adquirida em períodos anteriores à recente escalada do conflito, a preços substancialmente inferiores aos atualmente praticados.
Para a NERC, “a discrepância entre os custos históricos de aquisição e os preços finais ao consumidor levanta sérias preocupações quanto à formação de preços e à necessidade de maior transparência e supervisão”.
“A continuação desta trajetória coloca em risco a estabilidade económica regional e nacional, pressionando as tesourarias empresariais — em especial das micro, pequenas e médias empresas, que constituem a esmagadora maioria do tecido empresarial — e agravando o custo de vida”, referiu o comunicado.
A NERC defendeu que o Governo adote mecanismos eficazes de regulação e monitorização dos preços dos combustíveis, gás e eletricidade, “bem como medidas que atenuem o impacto da inflação nos bens essenciais do cabaz alimentar”.
A associação pediu uma maior articulação entre Governo e autoridades competentes para mitigar o impacto da subida das taxas de juro sobre empresas e famílias, além de instrumentos extraordinários de apoio à liquidez das pequenas e médias empresas (PME), “prevenindo ruturas financeiras e assegurando a manutenção da atividade e do emprego”.
Por outro lado, reivindicou “uma resposta concertada a nível nacional e europeu que minimize os efeitos de choques externos sobre a economia” e o reforço e aceleração dos incentivos à eficiência e transição energética, reduzindo a dependência externa e aumentando a competitividade das empresas.
Segundo a NERC, os mecanismos de mitigação atualmente em vigor revelam-se “insuficientes face à intensidade da pressão inflacionista”.
“É fundamental que as políticas públicas se concentrem na redução estrutural dos chamados custos de contexto — energéticos, fiscais, financeiros e administrativos — que condicionam a competitividade empresarial e o rendimento disponível das famílias”, lê-se no comunicado.
A Associação Empresarial da Região de Coimbra considerou ainda que estabilidade económica “exige previsibilidade, transparência e medidas proporcionais à dimensão do desafio”.
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