O corpo de Ricardo Claro, empresário de 50 anos que estava desaparecido desde 13 de março, foi localizado na quinta-feira, 2 de abril, num terreno baldio e de mato na zona de Esteval, no concelho de Loulé.
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Após a inspeção judiciária ao local onde o cadáver foi encontrado — realizada com o apoio da GNR — o corpo foi encaminhado para o Gabinete de Medicina Legal, onde será realizada a autópsia médico-legal. As primeiras observações apontam para fortes indícios de morte violenta, que tudo indica ter ocorrido no próprio dia do desaparecimento.
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O cadáver foi descoberto numa área erma, sem habitações nas proximidades, após buscas conduzidas pela PJ. A investigação prossegue sob direção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, estando já identificado um suspeito de 39 anos, atualmente em prisão preventiva.
De acordo com o Correio da Manhã, Ricardo Claro era conhecido no meio empresarial e noturno algarvio, estando associado a um negócio considerado altamente lucrativo. Descrito como um “homem da noite”, frequentava regularmente festas e eventos sociais.
Aquele jornal refere ainda que o empresário nunca escondeu a sua orientação sexual – era gay – e era presença habitual em ambientes festivos, sendo frequentemente acompanhado por homens, de nacionalidade brasileira, e mais jovens.
Segundo a mesma fonte, a investigação admite a possibilidade do empresário ter sido atraído para uma alegada cilada com contornos ligados a esse contexto social, situação que poderá ter facilitado o rapto que antecedeu o homicídio.
As autoridades mantêm em aberto várias linhas de investigação para esclarecer totalmente as circunstâncias do crime, incluindo a eventual participação de mais pessoas.
A Polícia Judiciária prossegue agora a recolha de prova pericial e testemunhal para determinar o que aconteceu entre o momento do rapto e a morte do empresário algarvio.
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