O mau tempo provocou prejuízos de cerca de 400 mil euros na empresa SIRL, com sede em Penela, que se dedica ao fabrico e comercialização de máquinas e ferramentas para a construção civil.
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“Em termos de valor, o que reportámos varia entre os 300 e os 400 mil euros”, afirmou à agência Lusa Rui Oliveira, diretor da SIRL.
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A parte mais afetada pelo mau tempo foi o edificado da empresa, logo à passagem da depressão Kristin, no final de janeiro, que provocou danos na “parte da frente de alguns edifícios”, bem como na cobertura e nos painéis fotovoltaicos.
Na sequência das tempestades, a empresa, com 182 trabalhadores, teve a atividade suspensa durante dois dias devido à falta de eletricidade, o que, segundo Rui Oliveira, “tem um impacto bastante significativo” numa pequena e média empresa como a SIRL.
“Houve atrasos em algumas encomendas, quer se queira, quer não, houve compromissos que tiveram de ser reagendados e negociados com clientes, no caso de cargas internacionais. Tudo isso tem impactos a vários níveis”, sustentou.
O responsável explicou à Lusa que a empresa já entregou “há 15 dias” todo o processo à seguradora, da qual esperavam “uma rapidez maior na resposta”, e só depois de finalizado o processo é que irá equacionar se recorre a outro tipo de apoios.
“Sabemos que, neste momento, os apoios têm de ser bem medidos e nós não queremos contribuir para qualquer tipo de confusão que possa acontecer. Esperamos conseguir regularizar tudo com a seguradora. Se não o conseguirmos, iremos ver que apoios é que estarão disponíveis para nós”, adiantou.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
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