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Coimbra

Empatia é a marca nacional do ano, afinal há esperança no futuro. Feliz 2021!

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Faltam poucos dias para terminar este ano de todas as mudanças. Um ano que arruinou sonhos, acabou com projetos, dizimou todos os nossos planos, dos mais simples aos mais ambiciosos, que matou a economia e, o pior, matou muitas pessoas. Por estarmos mesmo a terminar o ano é o momento de olharmos para a frente com a convicção de que tudo vai melhorar, mas não esquecendo nada do que aprendemos nestes meses que deixamos agora para trás.

 

Rui Nuno Castro

Para mim, foram meses de aprendizagem e de enriquecimento interior, como pessoa e como profissional. Tive a sorte de, percebendo que era um privilegiado, me juntar a um movimento que despontava da comunidade tecnológica nacional, um movimento de pessoas e empresas informal, orgânico, despretensioso e que, acima de tudo, tinha um grande objetivo: ajudar quem mais precisava de ajuda naquele momento. Falo do movimento TECH4COVID19, um movimento de pessoas para pessoas que pretendeu ser mais rápido que o vírus e conseguiu. 

O movimento TECH4COVID19 acabou por naturalmente acontecer em três fases ou vagas de projetos. Numa fase inicial surgiram projetos para profissionais de saúde e para o setor da saúde genericamente, com projetos como plataformas de saúde online e de consultas online, para evitar que as pessoas fossem a consultas de rotina aos hospitais ou aos centros de saúde. Conseguimos, também, resolver o problema dos profissionais de saúde que não podiam ir para casa para não colocarem em risco as suas famílias, encontrando soluções em hotéis ou em outros tipos de alojamento. Houve, ainda, um grande esforço de angariação de fundos monetários para fazer a aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI), que nos permitiu, mesmo no início da pandemia, trazer 250 mil máscaras da China para Portugal.

A segunda fase aconteceu na área da educação, depois de rapidamente percebermos que o problema não era apenas um problema de saúde. Aqui surgiram projetos como o Tools4edu, que apoia toda a comunidade escolar (alunos, pais e professores) com as melhores práticas na utilização das ferramentas digitais que permitiram que a escola não parasse em tempo de pandemia e de confinamento, com as escolas físicas encerradas. Nesta segunda fase surgiu também um outro movimento a que estou sentimentalmente ligado por ter sido o seu criador, o Student Keep, e onde a alphaCoimbra teve um papel fulcral com o envolvimento e contributo da sua comunidade. Com este projeto pretendemos, através da aplicação do conceito da economia circular, ajudar a eliminar as desigualdades no acesso à educação. Como? De forma simples, através de um sistema de apadrinhamento. A ação do projeto consiste na angariação de equipamento informático, no seu recondicionamento e posterior doação a alunos sem acesso a computador. Tivemos a sorte de ter o apoio do Ministério da Educação, que através da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEstE), nos permitiu ter acesso ao levantamento de necessidades realizado a nível nacional e, assim, conseguir entregar bem mais de 2000 equipamentos informáticos de norte a sul de Portugal.

Na terceira fase do movimento foram muitos projetos dedicados à economia, com o objetivo de ajudar a sobreviver ou a recuperar do tremendo impacto. Foram mais de 45 projetos e centenas de pessoas que se prontificaram a contribuir com o seu know-how e capacidade de realização para mitigar as graves condições económicas e sociais que todos estamos a enfrentar e continuaremos a enfrentar, porventura de forma mais intensa, em 2021, como consequência da pandemia Covid-19.

Tive a sorte de, percebendo que era um privilegiado, me juntar a um movimento que despontava da comunidade tecnológica nacional, um movimento de pessoas e empresas informal, orgânico, despretensioso e que, acima de tudo, tinha um grande objetivo: ajudar quem mais precisava de ajuda naquele momento”.

No total foram mais de 5000 voluntários e dezenas de projetos que entregaram ajuda a quem mais precisava. E é com orgulho que assistimos à distinção de Marca Nacional do Ano entregue pela Exame Informática ao Movimento TECH4COVID19, que distinguiu a empatia que milhares de pessoas demonstraram num momento de tão grande dificuldade e que induziu tanta, mas tanta mobilização da sociedade civil, de empresas, de instituições e até do Governo de Portugal, extravasando já as fronteiras do nosso país.

Quero agradecer a 2020 pelo que me ensinou, mas, acima de tudo, quero agradecer a todas as pessoas que, mesmo sem as referir sabem quem são, me mostraram que afinal há esperança na nossa sociedade e no futuro que juntos conseguiremos construir.

Opinião de Rui Nuno Castro

Project Manager no Movimento Tech4covid19 e fundador da alphaCoimbra

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