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Política

Embaixador português vai dar prioridade às carências sociais dos luso-venezuelanos

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 O novo embaixador de Portugal na Venezuela, João Pedro Vasconcelos Fins do Lago, disse à agência Lusa que vai dar prioridade, na sua agenda de trabalho, às carências sociais dos luso-venezuelanos.

“A agenda social vai ser sempre uma grande preocupação e uma constante na minha agenda”, disse o diplomata.

João Pedro Vasconcelos Fins do Lago falava à agência Lusa, ao finalizar uma visita ao Lar da Terceira Idade Padre Joaquim Ferreira, que acolhe atualmente 58 idosos luso-venezuelanos em Los Anacos (38 quilómetros a sul de Caracas).

“Gostava de desejar as maiores felicidades a esta instituição, dizer-lhes que passarei aqui muitas vezes, nesta como noutras […] e que o apoio e a atenção [do Estado português] não faltarão nunca. Também desejar-lhes o melhor, porque desejar o melhor para estas instituições é conseguir melhor vida para os portugueses que aqui estão”, disse.

“Cheguei apenas há três meses, mas havia um tema ao qual queria dar muito destaque […] que é o tema da solidariedade, das carências sociais que existem também na comunidade portuguesa e lusodescendentes”, disse.

O embaixador explicou à agência Lusa que é preciso estar muito atento “”a todos os portugueses e em particular os lusodescendentes, àqueles que têm mais necessidade de apoio do Estado, da sociedade civil e da atenção de todos enquanto comunidade”.

“O Lar Padre Joaquim Ferreira, que vim cá visitar com muito gosto pela primeira vez, é uma instituição exemplar, que se destaca precisamente na expressão dessa solidariedade dos portugueses relativamente a quem mais necessita”, disse.

O diplomata sublinhou que é a terceira instituição de apoio social que visitou no espaço de uma semana e que incluiu também uma passagem pela ONG “Regala Una Sonrisa” (Dê um sorriso) e a Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas.

“Revisitarei muitas vezes, porque quero continuar a manifestar o interesse que temos em defender os mais frágeis através da sociedade civil, como através do Estado, e aqui é a sociedade civil a juntar se a ela própria, o que é absolutamente extraordinário”, disse.

Questionado sobre as dificuldades daquelas instituições e se os apoios do Estado português são suficientes para garantir o seu funcionamento e a atenção que dão aos portugueses, o diplomata explicou que todos são precisos para que a atenção não falte.

“O apoio nunca é suficiente. Não tenhamos ilusões quanto a isso. O apoio é sempre algo que se pretende que cresça, que nunca falte. E, portanto, o acompanhamento destes casos por parte do Estado é muito importante (…) Agora, dizermos que o apoio é suficiente. Eu acho que o apoio não é suficiente nesta vida, nem na outra, nem neste mundo, nem no outro”, disse.

Segundo o embaixador, o que é importante é o apoio do Estado e “motivar a sociedade civil”.

“Quando digo a sociedade civil, digo instituições como as Damas de Beneficência de Caracas, que têm 53 anos e que apoiam 75 famílias, num só mês, em alimentação, mas também saúde, ou instituições como esta (Lar da Terceira Idade), que têm mais de meia centena de idosos, alguns deles em situação difícil de mobilidade”, frisou.

“Se todos juntos nos unirmos ombro a ombro para apoiar quem mais necessita, então quase acharemos que o apoio chega. Nunca chegará e será sempre um longo caminho que continuaremos a fazer”, concluiu.

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