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Política

Em 2017, PS bateu recordes e PSD atingiu mínimos históricos

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Nas eleições autárquicas de 2017, o PS bateu o seu recorde de câmaras municipais conquistadas, e o PSD atingiu mínimos históricos, precipitando a saída de Pedro Passos Coelho da sua liderança.

Num cenário político diferente do atual, em que a Iniciativa Liberal e o Chega ainda não tinham sido fundados, o Partido Socialista, que na altura governava há dois anos, ficou em primeiro lugar nas autárquicas, consumando a primeira vitória eleitoral de António Costa enquanto secretário-geral do PS que, nas legislativas, tinha ficado em segundo.

Com a conquista de 161 câmaras – 159 em listas próprias e duas em coligações (uma com o JPP, e outra com o BE, JPP, PDR e NC) – o PS conquistou mais de metade dos 308 municípios, mantendo a presidência do Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que já tinha arredado ao PSD nas autárquicas de 2013.

O Partido Social Democrata (PSD), na altura liderado por Pedro Passos Coelho, registaria o pior resultado da sua história em autárquicas: conquistou 98 câmaras, 79 em listas próprias e 19 em coligações (16 com o CDS, duas com o CDS e o PPM e uma com o CDS, MPT e PPM).

Perante o resultado, Passos Coelho anunciou que não se iria recandidatar à liderança do partido, tendo sido sucedido pelo atual presidente, Rui Rio, que, para estas eleições autárquicas, já indicou que um resultado pior do que o de 2017 seria um “empurrão” para o próprio “cair”.

Em terceiro lugar, a CDU registou também o seu pior resultado em eleições autárquicas: com a conquista de 24 câmaras, a coligação composta pelo PCP e PEV perdeu a presidência de 10 municípios relativamente a 2013, entre os quais bastiões de longa data como Almada.

O Bloco de Esquerda (BE) ficou em quarto lugar em termos de números de votos, não tendo, no entanto, conquistado qualquer câmara, à semelhança do que tinha acontecido em 2013, quando perdeu, para o PS, Salvaterra de Magos, o único concelho que governava.

Na altura liderado por Assunção Cristas, o CDS-PP conquistou seis câmaras municipais: Albergaria-a-Velha, Oliveira do Bairro, Vale da Cambra, Ponte de Lima, Santana e Velas.

Já o PAN, que tinha entrado em 2015 para a Assembleia da República com a eleição do seu deputado único, André Silva, tinha registado 1,08% dos votos, sem conquistar qualquer câmara.

No que se refere a grupos de cidadãos, 17 alcançaram a presidência de municípios, o número mais elevado desde que estes grupos puderam começar a candidatar-se a eleições autárquicas em 2009.

Em termos de abstenção, 45,03% dos eleitores não se deslocaram às urnas em 2017, uma percentagem inferior quando comparada com as eleições de 2013 (47,4%), momento em que se registou a maior abstenção de sempre em sufrágios autárquicos.

Ao longo dos anos, PS e PSD partilharam o título de maiores partidos autárquicos e nas primeiras eleições depois da Revolução dos Cravos, em 1976, empataram em número de câmaras: 115 cada.

Nessas primeiras autárquicas, o CDS elegeu 37 presidentes de câmara, a Frente Eleitoral Povo Unido (FEPU), antecessora da CDU, 36 e o Partido Popular Monárquico (PPM) uma, a de Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real.

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