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Elon Musk confirma despedimentos na Tesla

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O empresário Elon Musk esclareceu esta terça-feira que as dispensas na Tesla vão-se concentrar em trabalhadores de escritório e significarão 3,5% da força de trabalho, ao contrário da ameaça de 10% feita três semanas antes pelo bilionário.

A informação foi adiantada pelo fundador e líder da Tesla durante uma intervenção por videoconferência no Fórum Económico do Catar, noticiou a agência Efe.

Elon Musk justificou a decisão de reduzir os funcionários de escritório ao lembrar que a empresa de automóveis elétricos tinha contratado muitos no passado e que agora é necessário reduzir a força de trabalho neste setor em 3,5%.

O homem mais rico do mundo assegurou que, nos próximos meses, o número de trabalhadores da fábrica, responsáveis pela montagem dos veículos, irá aumentar.

O CEO da Tesla referiu ainda que os veículos da empresa têm uma procura tão alta que não está preocupado com a concorrência, mas com os limites que tem para a produção de mais carros.

“Precisamos construir fábricas de montagem mais rapidamente”, salientou Musk durante o seu discurso, onde também elogiou a disciplina e a dedicação dos trabalhadores chineses.

A Tesla tem uma fábrica na cidade chinesa de Xangai, que sofreu dois meses de confinamento rigoroso, no início do ano, devido a um surto de covid-19.

Durante o confinamento, muitos trabalhadores da fábrica da Tesla em Xangai moravam no local para manter a produção de veículos.

No início de junho, Musk enviou uma carta aos funcionários da Tesla nos EUA criticando o teletrabalho e ameaçando com despedimento aqueles que não trabalhavam pelo menos 40 horas por semana nos escritórios da empresa.

“Quem quiser trabalhar à distância, tem de estar no escritório, no mínimo, e quero enfatizar o ‘mínimo’, 40 horas por semana, ou abandonar a Tesla”, destacou Elon Musk na altura.

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