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Coimbra

Ecovia vai servir todos os utilizadores dos transportes urbanos de Coimbra (com vídeos)

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O serviço Ecovia vai poder servir todos os utilizadores dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) já a partir de janeiro. Esta é uma das novidades da proposta que foi aprovada, esta segunda-feira, na reunião do executivo que decorreu na União das Freguesias de Assafarge e Antanhol, e que visa promover o transporte público e contribuir para tirar os veículos particulares do centro da cidade.

Aprovada com quatro votos contra do Partido Socialista e a abstenção do vereador da CDU, a proposta assenta na melhoria da acessibilidade à Ecovia, bem como na atualização tarifária. O presidente da autarquia, José Manuel Silva, sublinhou que o serviço não pode continuar a ser conhecido como “Ecovazia” e que importa, por isso, “corrigir erros”, para que os miniautocarros “não continuem a circular vazios”.

“É preciso tornar mais acessível e atraente a utilização da Ecovia”, sublinhou, destacando que, para tal, vai ser reduzido o valor do passe geral de 35 para 30 euros e que, para além das paragens já existentes, será criada uma nova, que servirá a ligação Coimbra B-Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A proposta agora aprovada visa, então, o alargamento do acesso do serviço a todo o universo dos utilizadores da rede geral dos SMTUC. Introduz ainda outra novidade, já que passará a ser possível adquirir a bordo das viaturas Ecovia o bilhete único, a 1,70 euros, destinado a passageiros ocasionais, sobretudo turistas.

“Com esta medida dá-se um passo em frente no sentido de ser criado um verdadeiro sistema de ParkRide, onde os utilizadores são convidados a largar o seu veículo individual, em parques periféricos, sem custo, ou a custos módicos, finalizando a sua viagem no espaço urbano, por recurso à rede de transportes públicos”, defendeu a vereadora Ana Bastos, responsável pelo pelouro dos Transportes, e também presidente do conselho de administração dos SMTUC.

A vereadora sublinhou que, decorrido um ano sobre a implementação do serviço, importa refletir sobre as condições de acesso, de forma a torná-lo “mais atrativo e acessível”.

Para os vereadores socialistas a proposta não irá refletir-se em mais utilizadores. Temem aliás, como explicou Regina Bento, que o aumento do tarifário possa “desincentivar a utilização do serviço do transporte público”.

Para a vereadora, o aumento previsto irá penalizar sobretudo os utilizadores do passe Entidade, “pondo em causa as parcerias com as principais entidades empregadoras da cidade, como a Universidade, os hospitais, a Segurança Social, entre outras, que são fundamentais para a utilização massiva por parte dos seus trabalhadores e utentes do sistema Ecovia”.

Regina Bento considera, ainda, que as alterações surgem numa altura em que Coimbra “precisa, mais do que nunca, que as pessoas adiram ao transporte público, não só pelas questões ambientais, mas também para aliviar o trânsito que se acumula na cidade devido às obras do Sistema de Mobilidade do Mondego”.

A proposta aprovada prevê a suspensão das tipologias Passe Rede Geral+ e do Passe Geral+ (entidade). Por outro lado, é criado o Passe Rede Geral (entidade) com configuração idêntica ao atual Passe Rede Geral + (entidade) e estabelece-se a permissão de acesso ao sistema através do Passe Geral dos SMTUC, o qual possibilita igualmente o estacionamento nos parques Ecovia. Também vai passar a ser possível a venda de bilhete a bordo, com o custo de 1,70 euros.

Entre as alterações a levar a cabo, destaque para o alargamento do passe rede geral de 30 euros, ao sistema Ecovia, eliminando-se o atual passe de 35 euros (rede geral+), sendo a “forma de generalização do acesso ao serviço, por parte de todos os utilizadores dos SMTUC, alargando e promovendo a utilização deste sistema de transporte”, como refere a autarquia. É ainda proposta a alteração do valor do Passe Rede Geral (entidade) para 25 euros (conforme o despacho do Conselho de Administração dos SMTUC de 18 de novembro) destinado a entidades que façam protocolo com os SMTUC e que garantam, no mínimo, “a adesão de pelo menos 20 utilizadores, o que permite diferenciar o tipo de utilizador do sistema”.

Relativamente à melhoria de acessibilidade ao serviço, é proposta a alteração do circuito da linha vermelha, que passa a servir a zona da Estação Velha, assim como o parque dos viadutos da Casa do Sal, permitindo dar resposta a uma nova procura, designadamente face ao previsível aumento de utilizadores com destino ao CHUC, face aos constrangimentos ao estacionamento resultantes das obras do Metrobus que, de acordo com o anunciado na reunião, deverão arrancar já em dezembro.

Veja os vídeos dos diretos NDC:

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