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“É uma realidade”: Acessos à Ereira podem ser “só de barco” mas para já está tudo controlado

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 02-02-2026

Ereira, em Montemor-o-Velho, há 25 anos ficou isolada devido a fortes cheias, vive atualmente uma situação de atenção, mas controlada, segundo o presidente da Junta de Freguesia.

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“O cenário não está perto de vir a acontecer. Felizmente, a gestão dos níveis tem sido muito bem feita por todas as autoridades competentes”, afirmou, destacando a coordenação entre a Proteção Civil Municipal e a Agência Portuguesa do Ambiente.

A barragem da Agueira tem realizado descargas controladas, garantindo capacidade de encaixe para as águas que se aproximam devido aos períodos de chuva previstos. Questionado sobre a possibilidade de um novo isolamento como em 2001, o presidente foi categórico: “Não. Deixar a freguesia sem acessos, só de barco, é uma realidade que pode acontecer, mas está prevenido e acautelado.”

Apesar de não ser um fenómeno recorrente todos os anos, a população da Ereira está habituada a períodos de cheia. “As pessoas têm estado a ser formadas devidamente, sabem que as águas vão continuar a subir e vêm muitos períodos de chuva. A situação está calma e controlada”, reforçou, destacando a colaboração da comunidade: “Não tem havido resistência das pessoas. Estão cientes do risco, mas nada comparado com aquilo que se passou em 2001.”

Os efeitos das tempestades recentes não se limitaram apenas ao aumento do nível da água. Estruturas da praia fluvial da Ereira sofreram danos materiais. “Algumas infraestruturas e árvores de grande porte caíram com a tempestade, mas todos os bens possíveis foram acautelados. A dedicação principal é a proteção das pessoas”, explicou.

Quanto à preparação da população, Nélson Carvalho destacou medidas preventivas: “Reforçamos a retirada de bens das zonas potencialmente inundáveis, colocando-os em pontos mais altos. A documentação, medicamentos e bens pessoais devem estar prontos para qualquer eventualidade.”

Um local de concentração já foi preparado na Associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira, capaz de acolher até 16 pessoas, incluindo idosos ou moradores sem familiares próximos. “O nosso cuidado tem sido especial com todos, garantindo que ninguém fique desamparado”, concluiu.

Apesar dos estragos materiais visíveis, a população mantém-se resiliente. Como afirmou o presidente, “a comunidade é bastante unida e, quando necessário, coloca-se à obra para recuperar rapidamente”. A expectativa é que até o próximo domingo, quando se prevê a chegada de novas tempestades, o acesso automóvel à freguesia não seja interrompido.