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“É uma dor que não se explica”: Condeixa chora morte de dois “filhos” em trágico acidente em Coimbra
Condeixa está mergulhada em dor e silêncio após a morte de dois jovens de 21 anos, vítimas de um violento acidente rodoviário ocorrido na madrugada desta quarta-feira, em Coimbra.
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O despiste ocorreu cerca das 6:30, na Avenida Sá da Bandeira, quando a viatura em que seguiam três jovens entrou em despiste, embateu numa conduta de gás e acabou por incendiar-se. As chamas consumiram rapidamente o veículo, provocando a morte de Bruno Paredes e Hugo Meneses. Um terceiro ocupante sobreviveu.
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Naturais de Condeixa, os dois jovens eram estudantes da Universidade de Coimbra, frequentando cursos na área de Antropologia e Geografia. Eram descritos por quem os conhecia como “simpáticos, alegres e brincalhões”.
Ao longo do dia, multiplicaram-se as mensagens de pesar por parte de várias entidades do concelho, incluindo a Câmara Municipal, a União de Freguesias, o Sporting Clube de Condeixa e a Santa Casa da Misericórdia, refletindo o impacto profundo da tragédia numa comunidade onde “toda a gente se conhece”.
Nas ruas de Condeixa, o ambiente é de consternação.
Em declarações emocionadas ao Notícias de Coimbra, Bela Santos, falou de uma dor impossível de descrever: “Não há palavras para descrever o Bruno… era o meu bebé, um menino tão meigo”. Recordando a ligação próxima com o jovem acrescentou: “Andei com ele ao colo… brincava com os meus filhos… ficará sempre no meu coração”.
A familiar revelou ainda o momento em que soube da tragédia: “A minha filha ligou-me a dizer: ‘mãe, morreu o meu primo’. Eu não queria acreditar… nunca pensei que fosse o Bruno”.
Sobre o impacto na família, não escondeu a devastação: “Os pais estão completamente desolados. É uma dor que não se consegue explicar… só quem perde um filho percebe”.
Num apelo emocionado, deixou uma mensagem aos mais jovens: “Andem devagar. Façam o que quiserem, mas andem devagar… estão a morrer muitos jovens nas estradas”.
A tragédia abalou profundamente Condeixa, onde as vítimas eram bem conhecidas e acarinhadas. A perda deixou um vazio não só nas famílias, mas em toda a comunidade, que hoje se une em luto perante uma fatalidade difícil de compreender.
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