O contacto próximo entre pessoas e animais de estimação tornou-se cada vez mais comum. Para muitas famílias, cães e gatos fazem parte do quotidiano e são tratados como verdadeiros membros da casa. Ainda assim, esta proximidade levanta uma questão frequente: será seguro beijar os animais de estimação?
PUBLICIDADE
Segundo especialistas citados pelo jornal britânico The Guardian, apesar dos benefícios associados à convivência com animais, tanto a nível físico como emocional, é importante ter em conta que estes podem ser portadores de algumas doenças infecciosas transmissíveis aos humanos.
PUBLICIDADE
Estas doenças são conhecidas como zoonoses, ou seja, infeções que passam dos animais para as pessoas. Investigadores indicam que existem mais de 70 agentes patogénicos identificados em animais de companhia. Em alguns casos, os animais apresentam sintomas; noutras situações podem transportar os microrganismos sem sinais evidentes, o que facilita a sua transmissão.
As zoonoses podem propagar-se através do contacto com saliva, fezes ou outros fluidos corporais. Também podem ocorrer de forma indireta, por exemplo através de superfícies contaminadas, como camas, brinquedos ou recipientes de comida e água dos animais.
Apesar disso, os especialistas sublinham que o risco para a maioria das pessoas é considerado baixo. No entanto, há grupos que devem ter maior precaução, como grávidas, crianças muito pequenas ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado.
No caso dos cães, uma das bactérias frequentemente presentes na boca e na saliva é a Capnocytophaga, que pode ser transmitida através de mordidas ou contacto direto. Embora raramente cause problemas em pessoas saudáveis, pode originar infeções em indivíduos com menos defesas.
Já nos gatos, algumas infeções podem estar associadas a arranhões ou mordidas. Um exemplo é a bactéria Bartonella henselae, responsável pela chamada “doença da arranhadura do gato”.
Para reduzir riscos, os especialistas recomendam alguns cuidados simples no dia a dia. Entre eles estão lavar as mãos depois de brincar com os animais ou de limpar as suas áreas, evitar que lambam o rosto ou feridas abertas e supervisionar as crianças quando interagem com cães ou gatos.
Outras medidas importantes incluem usar luvas ao limpar a caixa de areia dos gatos, manter os animais afastados da cozinha e garantir que as consultas e vacinas no veterinário estão sempre em dia.
Apesar dos potenciais riscos, os especialistas reforçam que, com hábitos de higiene adequados e acompanhamento veterinário regular, a convivência com animais de estimação continua a ser segura e benéfica para a maioria das pessoas.
PUBLICIDADE