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E os Grammy Latinos foram para…

Notícias de Coimbra | 5 meses atrás em 17-11-2023

A cantora e compositora colombiana Karol G. e a mexicana Natalia Lafourcade conquistaram, respetivamente, os Grammy Latinos de Melhor Álbum e de Melhor Gravação, na gala, em Sevilha, enquanto Shakira venceu a Melhor Canção.

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O Grammy Latino Álbum do Ano foi para “Mañana será bonito”, de Karol G., que ultrapassou Pablo Alborán e Ricky Martin, entre outros nomeados, enquanto Natalia Lafourcade recebeu, na quinta-feira à noite, o prémio Gravação do Ano com “De todas las flores”, à frente de artistas como Alborán, Rosalía, Cristina Aguilera e Alejandro Sanz.

“De todas las flores” obteve ainda o prémio de Melhor Álbum de ‘Cantautor’ e Melhor Canção de ‘Cantautor’.

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A colombiana Shakira ficou com o prémio Canção do Ano (“Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53”), com o DJ e produtor argentino Bizarrap, enquanto a ‘cantautora’ venezuelana Joaquina recebeu o prémio de Melhor Artista Revelação.

Nesta edição dos Grammy Latinos, que teve as portuguesas Carminho e Maria Mendes entre os nomeados, foi a música brasileira que se destacou nos prémios relativos à expressão em língua portuguesa.

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A cantora brasileira Gaby Amarantos ultrapassou Carminho com “TecnoShow”, escolhido como Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Carminho tinha sido nomeada pelo álbum “Portuguesa”.

Gaby Amarantos, que nasceu em Belém, no estado do Pará, apelou à preservação da Amazónia, ao receber o prémio, que dedicou a “todas as mulheres negras do Brasil”.

Nas categorias de língua portuguesa foram ainda distinguidos “Em Nome da Estrela”, de Xênia França (Melhor Álbum de Pop Contemporâneo), “Jardineiros”, dos Planet Hemp (Melhor Álbum de Rock), “Negra Ópera”, de Martinho da Vila (Melhor Álbum de Samba), “Distopia”, dos Planet Hemp e Criolo (Melhor Interpretação Urbana), “Decretos Reais”, álbum póstumo de Marília Mendonça (Melhor de Música Sertaneja), “Tudo O Que A Fé Pode Tocar”, de Tiago Iorc (Melhor Canção), e “Serotonina”, derradeiro álbum de inéditos de João Donato, cantor, pianista, compositor e expoente da Bossa Nova, que morreu no passado mês de julho (Melhor Álbum de Música Popular Brasileira).

Maria Mendes estava nomeada para Melhor Arranjo, com o pianista e produtor norte-americano John Beasley, pela versão de “Com que Voz”, do álbum ao vivo “Saudade, Colour of Love”, mas este Grammy Latino foi para o músico Rafael Valência pelo arranjo de “Songo Bop”, do álbum “Made in Miami”, que venceu igualmente o Grammy Latino de Melhor Álbum Instrumental.

Na gala dos Grammy Latinos, também foram distinguidos o Quinteto Astor Piazzolla, prémio de Melhor Álbum de Tango (“Operation Tango”), e Omara Portuondo, prémio de Melhor Álbum Tropical Tradicional (“Vida”).

O músico norte-americano de origem mexicana Édgar Barrera, que somava 13 nomeações, o número mais alto desta edição, conquistou os títulos de Compositor e de Produtor do Ano e de Melhor Canção Mexicana (“x100to”).

O saxofonista Paquito D’Rivera, de origem cubana, vencedor de Melhor Álbum de Jazz Latino (“I missed you too”) e de Melhor Composição Clássica Contemporânea (“Concerto venozelano”), dedicou os seus prémios a “todos os povos de Cuba e Venezuela, que algum dia serão livres”.

A gala desta 24.ª edição dos Grammy Latinos, que abrangeu 56 categorias de diferentes expressões da música latina, realizou-se em Sevilha, e foi a primeira a decorrer fora dos Estados Unidos.

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