Educação

É necessário mais “apoio personalizado” para recuperar aprendizagens nas escolas

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 anos atrás em 03-02-2022

A associação EPIS – Empresários Pela Inclusão Social defendeu hoje a necessidade de mais apoio personalizado no percurso escolar dos alunos, realçando que o ensino presencial e sem interrupções no primeiro período deste ano letivo permitiu melhorar os resultados.

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Em comunicado, a EPIS lembra que os resultados escolares 2020/2021 tinham sido afetados negativamente pela pandemia, sublinhando que “os alunos que recebem apoio conseguem recuperar maus resultados”.

A associação refere que os programas de promoção do sucesso escolar que desenvolve, em todos os ciclos de ensino, “voltaram a apresentar resultados positivos” e insiste que, para isso, contribuiu tanto o regresso ao ensino presencial e sem interrupções como o aumento do acompanhamento personalizado dos alunos no seu percurso escolar.

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“Este ano letivo estão a ser acompanhados 9.085 alunos, dos quais 1.968 em continuidade de anos anteriores, sendo que todos os que já foram avaliados no final de dezembro de 2021 não tiveram nenhuma nota negativa”, explica.

O diretor-geral da EPIS, citado no comunicado, considera que, tendo sido possível esta melhoria com os alunos que são acompanhados pela organização, os quais têm riscos e fragilidades relevantes, “há uma forte probabilidade de ser possível esta recuperação com outros alunos no resto do país, o que é uma boa notícia para a Educação em Portugal”. “Significa que podemos ter expectativas de uma progressiva recuperação das perdas verificadas nos últimos dois anos”, acrescenta.

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Num balanço do trabalho desenvolvido, a associação lembra que, este ano letivo, de entre os 338 alunos EPIS do 1.º Ciclo, em continuidade e com notas no Natal, “a percentagem que não teve negativas aumentou cinco pontos percentuais em relação a 2020”, passando para 75,1% (70,1% em 2020/2021).

No ano letivo 2020/2021, esta percentagem tinha descido 2,1 pontos percentuais relativamente a 2019.

“O resultado agora obtido no 1.º Ciclo parece particularmente ‘robusto’, pois há uma melhoria verificada nos 338 alunos dos três anos de escolaridade em que se monitorizam as notas dos alunos EPIS – 2.º, 3.º e 4.º anos de escolaridade”, afirma a EPIS.

No 2.º ciclo, no ano letivo 2021/2022, de entre os 110 alunos EPIS, em continuidade e com notas no Natal, a percentagem que não teve negativas aumentou 30,9 pontos percentuais, passando para 72,7% (41,0% em 2020/2021).

“Em 2020/2021, esta percentagem apenas subiu 17,8 pontos percentuais em relação a 2019”, acrescenta a EPIS, lembrando que “em 2019/2020, esta percentagem tinha subido 26,6 pontos percentuais, em linha com o valor agora obtido no Natal de 2021”.

No 3.ºciclo, este ano letivo, de entre os 471 alunos EPIS, em continuidade e com notas no Natal, a percentagem que não teve negativas aumentou 12,7 pontos percentuais em relação ao anterior ano letivo, chegando aos 36,9% (24,2% em 2020/2021).

No ano letivo 2020/2021, esta percentagem “apenas subiu 7,1 pontos percentuais em relação a 2019/2020, quando o valor tinha subido 18,2 pontos percentuais.

No que se refere ao ensino secundário, este ano letivo, de entre os 11 alunos EPIS, em continuidade e com notas no Natal, a percentagem que não teve negativas aumentou 18,2 pontos percentuais, fixando-se em 90,9% (72,7% em 2020/2021).

“Em 2020/2021, esta percentagem apenas subiu 15,4 pontos percentuais em relação a 2019”, explica a organização, lembrando que em 2019/2020 esta percentagem “tinha subido 29,5 pontos percentuais, mais em linha com o valor agora obtido no Natal de 2021”.

A EPIS foi criada em 2006 por empresários e gestores portugueses e tem desenvolvido os seus projetos de intervenção cívica na área do combate ao insucesso e ao abandono escolar. A associação tem como principal missão apoiar alunos do pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º ciclos e do secundário que vivem em contextos socioeconómicos desfavorecidos, com risco acrescido de insucesso e abandono escolar e maior probabilidade de não chegarem ao fim da escolaridade obrigatória.

Este ano letivo, em parceria com o Ministério da Educação, o Governo Regional dos Açores e diversas autarquias em todo o país, a EPIS está a acompanhar 9.085 alunos de todos os ciclos, em 265 escolas de 43 concelhos do continente e quatro ilhas dos Açores, com o apoio de 136 mediadores.

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